
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM CETOACIDOSE DIABÉTICA EM TERAPIA INTENSIVA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Karen Beatriz Santos Correia
Autores:
- Mariane Cardoso Carvalho
- Tatiana de Sena Leitão
- Virginia Ramos dos Santos Souza
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma situação aguda grave, caracterizada pela presença de hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. As metas terapêuticas se baseiam no resultado pH venoso, classificando a gravidade do caso em leve, moderada ou grave. Objetivo: descrever os cuidados de enfermagem prestados ao paciente com diagnóstico de CAD em uma Unidade de Terapia Intensiva. Método: estudo observacional, descritivo, tipo relato de experiência, realizado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) adulto de um hospital público. Resultados/Discussão: O caso vivenciado foi de um indivíduo admitido na UTI com diagnósticos de CAD, Insuficiência Renal Aguda e Diabetes Melitus tipo 1 (DM1), além de apresentar taquicardia e glicemia capilar em “HI” (acima da capacidade de detecção do glicosímetro), sendo confirmado em exame laboratorial glicêmico de 1.875mg/dl com posterior aumento para 2.400mg/dl e pH de 7,19, bem como hipercalcemia, hipomagnesemia, hiponatremia, hipercalemia e disfunção renal grave. Aos diagnóstico de enfermagem: Risco de volume de líquidos deficiente relacionado com poliúria e desidratação; Risco de desequilíbrio eletrolítico relacionado com perda ou deslocamentos de líquidos; Ansiedade relacionada com perda de controle, medo da incapacidade de tratar e complicações, informações errôneas acerca do diabetes; Troca de gases prejudicada, relacionada a relação ventilação-perfusão. A epidemiologia da incidência de DM1 iniciado na idade adulta é, em contraste, menos caracterizada devido ao foco histórico na DM1 como uma doença de início na infância. O manejo do indivíduo com CAD depende de vários fatores para o tratamento ser efetivo, dentre elas: vigilância intensiva dos sinais vitais e balanço hídrico, hidratação, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e insulinoterapia, a fim de controlar a glicose plasmática para níveis aceitáveis. A equipe de enfermagem gerencia diretamente na monitorização da CAD, no controle do balanço hídrico, na mensuração dos níveis glicêmicos, na coleta de gasometria e exames laboratoriais, no acompanhamento dos sinais clínicos, dentre outras funções, além da elaboração de diagnósticos, planejamento e implementação dos cuidados de enfermagem. Considerações Finais: a atuação da enfermeira no manejo rápido do indivíduo com CAD em unidade de terapia intensiva, compreende a adequada correção da volemia e das anormalidades hidroeletrolíticas, além do controle glicêmico.