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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A MISSÃO DO ENFERMEIRO NO TRATAMENTO DA IMUNOTOLERÂNCIA EM HEMOFILIA
Relatoria:
Mariane Gomes Carneiro
Autores:
  • TANIA MARIA ROCHA GUIMARÃES
  • Neuza Cavalcanti de Moraes Costa
  • Iris Maciel Costa
  • Vitória Wanderley da Silva
  • Bruna Barbosa da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
A hemofilia é uma doença hereditária, caracterizada por episódios hemorrágicos espontâneos ou traumáticos. Pacientes com hemofilia (PcH) necessitam de tratamento profilático, mas podem desenvolver uma resposta imunológica que bloqueia a eficácia da terapia. Para isso, realizam o tratamento da Imunotolerância, visando induzir tolerância ao fator de coagulação exógeno. Nesse contexto, o enfermeiro é indispensável para acolher e promover ações de educação em saúde para o paciente e seus familiares, além de fortalecer a comunicação multidisciplinar. OBJETIVO: Descrever atuação do enfermeiro no percurso terapêutico do PcH na Imunotolerância. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por enfermeiras no Hospital Referência em Hematologia, em Recife-PE, no consultório de coagulopatias. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Na primeira etapa do tratamento a enfermeira atua: identificação do inibidor de alto título (análise do comportamento clínico e hereditário e busca de resultado de exame); orientação da família e paciente; coleta documentações e termo de consentimento; envia solicitação de adesão ao tratamento para Ministério da Saúde e recebe o resultado; realiza consulta (informa sobre o tratamento e tempo, possíveis desfechos; observa a rede venosa do paciente; treinamento para auto infusão de fator; verifica compreensão da família e paciente). Na segunda etapa: registra sangramentos; encaminha para avaliação multiprofissional; orienta cuidados de processos infecciosos e inflamatórios; efetuar visita domiciliar, aplica escala de escore funcional, realiza consulta de enfermagem periodicamente (treinamento de infusão, orienta sobre cuidados na rotina e esclarece dúvidas no decorrer do processo), analisa preenchimento de caderno de infusão, atualiza planilha de dados clínicos (controle externo ao prontuário eletrônico), fornece materiais didáticos, além de construir ferramentas educativa objetivando promover resolução de desafios que possam surgir ao longo do tratamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Verifica-se que o enfermeiro desempenha um papel fundamental no percurso terapêutico do PcH, através da sua visão holística, especialmente na educação em saúde do paciente e seus familiares. Além disso, é crucial para enfrentar os desafios do longo processo de tratamento, monitorando a segurança, a adesão e o progresso terapêutico do paciente, de forma ativa e humanizada.