
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
META 5 DE SEGURANÇA DO PACIENTE: HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
Relatoria:
Letícia Alves do Nascimento
Autores:
- Luana Ferreira de Almeida
- Vithoria Paes Machado
- Luiz Otávio Rodrigues da Silva
- Maria Eduarda de Oliveira Abackerli Miranda
- Kaillany Inácio Menezes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A higienização das mãos é reconhecida como a medida mais eficaz para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde, configurando a meta 5 dentre as Metas Internacionais de Segurança do Paciente. Objetivo: analisar a adesão de higienização das mãos pelos profissionais de saúde em unidades de terapia intensiva. Método: Estudo observacional, transversal, quantitativo, em sete unidades de terapia intensiva, de um hospital universitário do Rio de Janeiro, no período de janeiro de 2023 a junho de 2024. A coleta de dados se deu por observação e preenchimento de formulário sobre: oportunidade da higienização das mãos (antes do contato com o paciente, antes da realização de procedimento assépticos, após exposição a fluidos corporais, após o contato com o paciente, após contato com áreas próximas ao paciente), higienização das mãos) e solução utilizada. Análise dos dados por estatística simples descritiva. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 5.350.256. Resultados/Discussão: De janeiro a dezembro de 2023 a adesão à HM foi 56,3%; enquanto de janeiro a junho de 2024 foi 67%. Em 2023, a solução alcóolica foi utilizada em 48,8% das observações e em 59,3%, o sabão líquido. Já em 2024, a solução alcóolica foi utilizada em 39,8% das observações e em 57,6% foi utilizado o sabão líquido. Os dados indicam uma melhoria na adesão à higienização das mãos em 2024 em comparação a 2023, o que pode estar atrelado a diversas intervenções e estratégias implementadas, tais como as campanhas de HM realizadas pelo Núcleo de Segurança do Paciente e reuniões com os profissionais das unidades de terapia intensiva. Verifica-se ainda uma preferência da utilização de sabão líquido em relação à solução alcóolica em ambos os períodos analisados. Os resultados reforçam a importância contínua da educação e treinamento dos profissionais de saúde sobre a higienização das mãos para prevenir infecções, conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Apesar de obter uma melhoria na adesão, a HM ainda precisa melhorar, indicando que muitos profissionais ainda subestimam o risco de transmissão de microorganismos. É essencial que as instituições de saúde implementem treinamento contínuo para garantir a adesão e, consequentemente, melhorar a segurança do paciente. Considerações finais: Torna-se necessário estimular a prática de HM através de campanhas e treinamentos de profissionais.