
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA VIVENCIADA POR MULHERES À LUZ DA LITERATURA
Relatoria:
Fernanda Rodrigues Coelho
Autores:
- Ana Camily Abrante de Souza
- Ana Cecília Alves de Souza
- Ana Luiza Gomes de Sousa
- Luciana Pessoa Maciel Diniz
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência obstétrica é uma manifestação de apropriação do corpo da parturiente por profissionais de saúde, evidenciado através de tratamento desumano e abusivo. Muitas gestantes desconhecem seus direitos, levando-as a serem submetidas a práticas inadequadas e sem indicação, afetando a saúde materno-infantil, o que pode levar a consequências físicas e psicológicas para as mulheres. Por esse motivo é necessário combater essa violência e promover um cuidado obstétrico mais respeitoso e baseado em evidências, garantindo às mulheres um atendimento digno durante a gestação, parto e pós-parto. Objetivo: Analisar as produções científicas sobre violência obstétrica nos hospitais materno-infantil. Método: Revisão integrativa da literatura, realizada no período de julho de 2024. Foi realizada busca nas bases de dados PubMed; Biblioteca Virtual em Saúde (BVS); Scientific Electronic Library Online (SciElo) e Google acadêmico, através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em cruzamento com o operador booleano and: “Obstetric Violence”; “Violence Against Women”; “Postpartum Period”, adotando como critérios de inclusão: artigos publicados na íntegra e no período de 2019 a 2024. Sendo excluídos estudos de nota prévia, resumos de eventos, duplicados, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses. Resultados: Através da coleta de dados foram encontrados 16 resultados e selecionados 5 artigos para esta revisão. Constatou-se que existem várias formas de violência obstétrica, são essas: verbal, física, psicológica, institucional e sexual. Dentre os procedimentos mais comuns atrelados a esse tipo de violência estão parto em posição litotômica, mesmo com evidências científicas recomendando as posições verticalizadas e o uso da ocitocina sem real indicação para aceleração do trabalho de parto. Ademais, a ausência de informação sobre o trabalho de parto, torna as parturientes mais vulneráveis e expostas a violação dos seus direitos. Conclusão: Destaca-se a necessidade da criação de mais políticas e práticas com o objetivo de tentar melhorar a assistência obstétrica no país. Além disso, capacitação e formação para os profissionais de saúde tornam-se extremamente necessária tendo em vista que muitas práticas são resultado da desatualização destes. Só assim será possível garantir um atendimento obstétrico seguro reduzindo a incidência de violência obstétrica e promovendo a saúde e o bem-estar materno-infantil.