
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
COORDENAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO CUIDADO A USUÁRIOS COM ASMA SOB A ÓTICA DE GESTORES MUNICIPAIS
Relatoria:
Beatriz Mendonça Morais Alves
Autores:
- Marlon Cordeiro de Moura Araujo
- Maria Priscila da Silva Santos
- Jairo Porto Alves
- Lusanira Maria da Fonseca de Santa Cruz
- Maria Rejane Ferreira da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A organização dos sistemas de saúde em redes emerge como um dos desafios para consecução da integralidade assistencial. Tal desafio dá-se pela fragmentação dos sistemas de saúde que, por sua vez, dificulta o acesso e compromete a qualidade da atenção. Nesse sentido, a coordenação assistencial (CA) atua como atributo organizativo crucial para integrar os serviços, minorar iniquidades no acesso, reduzir custos e aperfeiçoar os processos assistenciais. A criação de redes de saúde é uma estratégia eficaz para otimizar o cuidado de usuários com necessidades complexas, como a asma. A asma é uma condição com impacto demonstrado por numerosas hospitalizações e óbitos evitáveis, apontando para necessidade de uma rede fortalecida. O profissional enfermeiro é essencial nesse contexto, desempenhando papel na coordenação da informação clínica e na integração das ações e serviços de saúde. OBJETIVO: Analisar a percepção de gestores municipais da Rede de Atenção à Saúde sobre a coordenação da informação clínica. MÉTODO: Estudo descritivo e qualitativo realizado em dois distritos sanitários de Recife. Foram realizadas 5 entrevistas semiestruturadas com gestores da rede municipal com mais de um ano de experiência. Os dados foram transcritos, codificados e analisados por meio de análise narrativa de conteúdo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE: 61302722.8.0000.5192). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os gestores ressaltaram que a condição para que haja comunicação entre níveis assistenciais são os instrumentos de referência e contrarreferência: “Rapaz, a comunicação é com esse encaminhamento mesmo que é feito” (G4). A falta de contrarreferência dificultou a integração de informações, corroborando com estudos nacionais. A desarticulação dos prontuários eletrônicos e o uso de comunicação informal, como grupos de WhatsApp, também foram destacados como nós críticos: "Antes a gente tinha um grupo de WhatsApp (...) mas não funcionava muito bem” (G5). Esses relatos evidenciam fragilidades na transferência de informações, afetando a continuidade do cuidado e a resolubilidade da rede. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados apontam para o desconhecimento sobre a organização da rede e seus objetivos, pelo frágil diálogo, pelo uso de fluxos informais e problemas no compartilhamento de informações clínicas. Estes achados podem favorecer o planejamento de ações estratégicas e políticas públicas que garantam resolubilidade, acesso oportuno e integração entre os níveis da rede.