
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
REFLEXÕES SOBRE INTERCULTURALIDADE NA FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
Relatoria:
Joisilene do Nascimento Mendes Silva
Autores:
- Daiana Figueiredo dos Santos
- Fabiana Rocha Branco
- Carla Oliveira Shubert
- Deyse Conceição Santoro
- Marilene Carvalho Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Questões de etnia, raça, cor, gênero, entre outros, são temas que, antes de tudo, precisam mudar o modo como vemos o mundo. Isso exige a suspensão de preconceitos e a compreensão das diferenças e identidades culturais de cada povo. Essa necessidade se justifica pelo fato de que o mundo pode ser comparado a um mosaico ou a uma tapeçaria composta de múltiplas contribuições culturais, em que cada uma agrega significado e beleza ao conjunto. Objetivo: O estudo tem como objetivo propor uma reflexão sobre a interculturalidade e a formação dos Profissionais de Enfermagem. Metodologia: Optou-se pela revisão não sistematizada como método, que permite estabelecer relações com produções anteriores, identificar temáticas recorrentes, apontar para novas perspectivas, consolidar uma área de conhecimento e construir orientações de práticas pedagógicas para a formação de profissionais. A busca de artigos foi realizada nas bases de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) do Ministério da Saúde e do Centro Latino-Americano de Informação em Ciências da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde e da Organização Mundial da Saúde, no primeiro semestre de 2024. Desenvolvimento: O conceito de formação intercultural ainda está em construção. Em 2001, a Unesco adotou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, reconhecendo-a como uma herança da humanidade e inseparável do respeito à dignidade humana. Dificuldades de comunicação, especialmente interculturais, podem fragilizar o trabalho dos profissionais de saúde, favorecendo erros de diagnóstico e falhas na adesão às orientações desses profissionais. As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos da área de Enfermagem legislarem sobre o perfil do profissional enfermeiro destacam a necessidade social da formação profissional ser generalista, humanista, crítica e reflexiva, qualificado para o exercício da Enfermagem com base no rigor científico e intelectual, pautado em princípios éticos. Por fim, vale ressaltar que a Política de Humanização da Assistência aborda a problemática das dificuldades na atenção à saúde diante da diversidade cultural. Considerações Iniciais: Diante das reflexões produzidas, pode-se inferir fortemente que as instituições formadoras responsáveis por cursos na área da saúde, como a Enfermagem, escopo deste artigo, devem construir seus componentes curriculares com espaços para a interculturalidade.