
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
O USO DA BANHEIRA POR RESIDENTE DE ENFERMAGEM OBSTÉTRICA PARA A ANALGESIA DURANTE O TRABALHO DE PARTO
Relatoria:
Izabela de Quadros Bevilaqua
Autores:
- Alessandra Crystian Engles dos Reis
- Ana Julia Buratto
- Bruno Sotero Corrêa
- Isabelle Felippe Trindade
- Sebastião Caldeira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: a prática obstétrica repercute na percepção social sobre o parto e o nascimento. Antigamente, a mulher era assistida em casa, com parteira. Com o avanço das tecnologias, o parto tornou-se evento hospitalar medicalizado, caracterizando-se tradicionalmente como fenômeno patológico. Embora algumas mulheres reconheçam os benefícios do parto normal, acabam por optar pela cesárea devido ao medo da dor. O Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em 2024, conta com um novo centro materno-infantil, com quartos individuais, espaço e privacidade para o uso de métodos não farmacológicos de alívio da dor. Objetivos: relatar a experiência de prática não farmacológica de alívio da dor, por residentes de enfermagem obstétrica na suíte de parto, utilizando pela primeira vez a banheira como método não farmacológico para o alívio da dor. Metodologia: estudo descritivo e qualitativo, do tipo relato de experiência, aplicado durante o treinamento em serviço de residente de enfermagem obstétrica no primeiro ano de formação lato senso - à parturiente. Resultado: a primeira experiência do uso da banheira em suíte de parto, nesse serviço, foi proporcionada pela residente de enfermagem obstétrica e sua preceptora, como método não farmacológico para alívio da dor, ainda no início da fase ativa do trabalho de parto. A parturiente, em sua terceira gestação e com dois partos normais anteriores, nunca havia entrado em uma banheira, foi colocada com 6 centímetros de dilatação cervical, e três contrações em 10 minutos. O ambiente foi cuidadosamente preparado para assegurar conforto e segurança, e a temperatura da água foi mantida adequada em aproximadamente 37,5 ºC. Durante a imersão, observou-se a redução significativa na tensão muscular corporal, e na dor referida pela parturiente, a qual contou com a presença, na suíte, de seu parceiro todo o tempo. A parturiente, imersa na água morna, obteve relaxamento muscular e a progressão do trabalho de parto de forma fisiológica. No período expulsivo ela pediu para ir para a cama, onde o bebê nasceu, de parto normal sem laceração perineal. Conclusão: a imersão em água foi positiva para o alívio da dor, promoveu ambiente acolhedor e humanizado, reforçando a importância de métodos analgésicos na assistência obstétrica.