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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
RELAÇÃO ENTRE O PERFIL SOCIOECONÔMICO DE FAMÍLIAS INDÍGENAS E O EXCESSO DE PESO DAS CRIANÇAS
Relatoria:
Ana Rose Melo Lucena
Autores:
  • Rita de Cassia Batista de Oliveira Peixoto
  • José Hitalo de Moraes Vieira da Silva
  • Isnnara Barbosa Cavalcante Ribeiro
  • Haroldo da Silva Ferreira
  • Andressa Bruna Batista de Verçosa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Estudos recentes evidenciam a relação entre o estado nutricional e fatores socioeconômicos em populações indígenas, revelando desigualdades de saúde em comparação com não indígenas, devido à vulnerabilidade histórica. Mudanças nos padrões sociais e culturais afetam diretamente os hábitos alimentares, influenciando no estado nutricional desses povos. Objetivo: Descrever o excesso de peso de crianças residentes em comunidades indígenas e fatores correlacionados ao perfil da renda de suas famílias. Métodos: Estudo transversal, integrado a um projeto de maior intitulado “Estudo de Nutrição, Saúde e Segurança Alimentar dos Povos Indígenas do Estado de Alagoas”, aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. 672 crianças foram avaliadas através dos dados de peso e altura para calcular o Índice de Massa Corporal (kg/m2), os quais foram expressos em escores z para idade. A análise estatística foi realizada com o Stata® 12.0. As associações foram testadas de forma bruta (qui-quadrado). Significância estatística foi assumida quando p<=0,05. Resultados e discussões: 672 das crianças avaliadas apresentou eutrofia (69,79%), seguido de sobrepeso (17,11%) e, magreza (3,13%). E 9,98% com obesidade. As crianças com sobrepeso, 22.6% a família tem renda de até 2 salários mínimos e 36.5% de até 1 salário mínimo. Resultados similares evidenciados entre as crianças com obesidade, onde 38,1% das famílias recebem até 1 salário mínimo e 38,1% com até 2 salários mínimos de acordo com Pereira et al. (2020) A proporção de famílias que declaram não ter renda é maior naquelas com crianças com sobrepeso (18.2%) comparado aos que apresentam obesidade (14,2%). Esses achados evidenciam que condições socioeconômicas desfavoráveis estão associadas ao excesso de peso. (Rodrigues et al. 2020). Conclusão: Esses resultados reforçam a necessidade de cuidados compartilhados, seja na prevenção e promoção à saúde da criança indígena, e requer o envolvimento da equipe multidisciplinar e reforçando a importância de hábitos alimentares e de vida saudáveis, assim minimizar a correlação com as doenças crônicas não transmissíveis que podem surgir no futuro.