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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O PAPEL DAS USF NA IDENTIFICAÇÃO E MANEJO DA VIOLÊNCIA: UMA ANÁLISE DOCUMENTAL
Relatoria:
Yasmin Gabriele Barroso de Andrade Torres
Autores:
  • FRANCISCO VIEIRA TORRES NETO
  • Lilian Karolina Vinente da Costa
  • Vitoria Saldanha de Lacerda
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: No ano 2000, foi publicado pelo Ministério da Saúde o caderno de atenção básica n° 01, cujo objetivo foi, por meio da instituição de Unidades de Saúde da Família (USF) e programas inclusos, aproximar a assistência em saúde da população em suas diferentes regiões. Nesse contexto, a atenção primária, como primeiro nível de contato com o sistema de saúde, torna-se ferramenta crucial, na identificação e manejo de um problema de saúde pública prevalente e recorrente, denominado violência. OBJETIVO: Avaliar a capacidade das USF em responder à violência, com base nas diretrizes estabelecidas no Caderno de Atenção Básica. MÉTODOS: Estudo qualitativo de análise documental do 1° caderno de atenção básica do Ministério da Saúde. Foram identificadas e analisadas as diretrizes norteadoras das USF no Brasil e comparadas com outras literaturas para avaliar sua eficácia no reconhecimento e manejo das diversas formas de violência, conforme a resolutividade proposta pelo caderno. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise das diretrizes revelou a centralidade da assistência a problemas comuns, prevenção e promoção da saúde. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com sua proximidade às famílias, desempenham um papel crucial. No entanto, estudos indicam lacunas em seu preparo para lidar com casos de violência. A capacitação dos enfermeiros, embora prevista nas diretrizes, enfrenta desafios como resistência e falta de conhecimento. A despeito disso, o potencial do PSF para promover a saúde e o enfrentamento da violência é evidente, especialmente através de ações de capacitação continuada e conscientização da comunidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa evidenciou a importância das USF no enfrentamento da violência, mas revelou desafios como a falta de capacitação e a subnotificação de casos. Para otimizar a resposta, sugere-se investir em capacitações continuadas, com foco em identificação de sinais de violência, acolhimento e acompanhamento. A criação de redes de apoio intersetoriais e a implementação de protocolos específicos são medidas essenciais para garantir uma abordagem integral e eficaz. Os resultados contribuem para o avanço do conhecimento e podem servir como base para políticas públicas mais eficazes.