
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
SUBNOTIFICAÇÃO E PREVALÊNCIA DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA HOMENS NO BRASIL: uma análise dos fatores associados
Relatoria:
Sannayra Emanuelly Oliveira da Silva
Autores:
- Jainara Gomes da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A violência sexual é um problema de saúde pública e uma grave violação dos direitos humanos que afeta indivíduos de todas as idades, gêneros e orientações sexuais. Embora amplamente reconhecida como uma crise de gênero, muitas vezes a violência sexual contra homens recebe menos atenção em comparação com os casos que envolvem mulheres. No Brasil, um país com uma população diversa e uma ampla gama de realidades sociais e culturais, a prevalência e a subnotificação da violência sexual contra homens são questões particularmente complexas. OBJETIVO: Investigar a subnotificação e a prevalência da violência sexual contra homens no Brasil, analisando os fatores associados a essa problemática. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, composta por estudos extraídos do Portal Periódico da Capes e da base de dados LILACS via Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados termos selecionados pelos Descritores em Ciências da Saúde, combinados com os operadores booleanos AND, resultando nas seguintes combinações: “Delitos Sexuais” AND “Homens” AND “Brasil”. A pesquisa abrangeu estudos completos publicados em português, inglês e espanhol, disponíveis para acesso livre, divulgados entre os anos de 2019 a 2024. Foram excluídos estudos duplicados e aqueles que não atenderam ao objetivo da pesquisa. Dos 97 estudos inicialmente encontrados, 8 foram selecionados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise dos estudos indicou que a prevalência da violência sexual contra homens no Brasil varia entre 2% e 10%, sendo mais alta entre adolescentes e adultos jovens. A subnotificação foi identificada como um grave problema, com apenas 30% dos casos sendo reportados às autoridades competentes, devido ao estigma social, vergonha, medo de não ser acreditado e falta de serviços especializados. Fatores associados incluem baixa renda, menor nível educacional, orientação sexual (gays, bissexuais e transgêneros), histórias de abuso na infância, ambientes familiares disfuncionais, falta de apoio social e uso de substâncias como álcool e drogas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É necessário implementar estratégias específicas para a violência sexual contra homens, incluindo redução do estigma, melhoria do apoio e criação de políticas públicas eficazes. Adaptar os serviços de saúde e apoio psicológico e capacitar profissionais são medidas cruciais para garantir que todos tenham acesso ao suporte e à justiça.