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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL DE PVHA NO ESTADO DO PIAUÍ NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19
Relatoria:
FRANCISCO RAFAEL COSTA ARAÚJO DE CARVALHO
Autores:
  • Wellinton Costa Araújo
  • Lucas Dario Ferreira
  • Fabrícia Ferreira de Moura
  • Érika de Araújo Abi-chacra
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos para a saúde pública, especialmente para grupos vulneráveis como pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA). O acompanhamento ambulatorial dessas pessoas se tornou mais complexo devido às restrições de mobilidade e acesso aos serviços de saúde. Objetivo: Analisar o impacto da pandemia nos aspectos sociodemográficos, resultados clínicos e infecções oportunistas de PVHA em acompanhamento ambulatorial no Piauí. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional de natureza epidemiológica, utilizando dados retrospectivos de prontuários de PVHA em tratamento ambulatorial no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella (IDTNP), em Teresina, Piauí. A amostra consistiu em 372 prontuários de pacientes sob terapia antirretroviral há pelo menos seis meses. Resultados: Dos 372 pacientes, a maioria é do sexo masculino, 70,2% da amostra, enquanto as mulheres representam 29,8%. A maior parte dos pacientes está na faixa etária de 40 e 49 anos (30,1%). Quanto ao município de residência, 63,98% dos pacientes residem na capital, Teresina, 31,72% são provenientes de outras cidades do interior do Piauí e 4,30% são do estado do Maranhão. A TARV demonstrou eficácia significativa antes da pandemia, com redução na carga viral entre as visitas de acompanhamento. Durante a pandemia, houve uma diminuição na carga viral entre as visitas, mas a falta de dados completos comprometeu uma análise abrangente. As contagens de células TCD4+ aumentaram tanto antes quanto durante a pandemia, refletindo a adesão à TARV. Não houve diferença significativa nas contagens de TCD8+. A relação TCD4+/TCD8+ apresentou diferenças significativas, indicando melhora imunológica. As infecções oportunistas mais prevalentes foram sífilis, tuberculose e neurotoxoplasmose. Considerações Finais: A TARV manteve sua eficácia tanto antes quanto durante a pandemia, destacando a importância da adesão ao tratamento. Estratégias adaptativas como a dispensação de múltiplos meses de TARV e o uso da telemedicina foram cruciais para assegurar a continuidade do tratamento. Este estudo ressalta a necessidade de políticas públicas adaptativas para garantir a continuidade do cuidado ao paciente em crises de saúde pública.