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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESAFIOS ENFRENTADOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SEGURANÇA DOS USUÁRIOS
Relatoria:
Jéssica Ramos Magalhães Sousa
Autores:
  • Antonia Bianca Araújo Pinto
  • Lívia Manoela Sóstenes Alencar
  • Maria Eduarda Sousa Castro
  • Grazielly Ribeiro da Silva Cruz
  • Eugenio Barbosa de Melo Junior
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS) está no centro da rede de atenção à saúde, atuando como porta de entrada para usuários do Sistema Único de Saúde. As equipes que compõem a APS devem ter grande poder de resolutividade dos problemas da população, fornecendo assistência integral no território adscrito. Porém, a APS enfrenta desafios que comprometem a qualidade da assistência, tais como: carga horária elevada, comunicação inefetiva e infraestrutura precária. Objetivo: Identificar, na literatura científica, os problemas enfrentados pelas equipes da APS e suas consequências para a segurança dos usuários. Método: Trata-se de uma revisão integrativa com busca nas bases de dados LILACS, MEDLINE e SciELO, utilizando os descritores “Atenção Primária à Saúde”, “Qualidade da Assistência à Saúde” e “Segurança do Paciente”, associados pelo operador booleano "AND". Foram incluídos textos completos disponíveis, publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português e inglês, e excluídos os duplicados, revisões e aqueles que não abordavam a temática em questão. Ao final, a amostra foi composta por nove artigos. Resultado/Discussão: A fragilidade na comunicação foi o problema mais abordado nos artigos. Em relação à comunicação entre os profissionais de saúde e pacientes, foi evidenciado que médicos e enfermeiros, por cumprirem mais de 40 horas semanais, devido à alta demanda, dispensam pouco tempo às consultas e os usuários não conseguem relatar detalhadamente suas queixas, repercutindo em erros de diagnóstico e prescrição. Quanto à comunicação entre os profissionais de saúde, foi evidenciada a preferência por trabalharem sozinhos mesmo quando há incerteza quanto ao diagnóstico, o que, além de desencadear erros de prescrição, compromete a continuidade do cuidado pelos demais membros da equipe multiprofissional. A infraestrutura precária, falta de equipamentos e medicamentos também foram evidenciados pelos artigos. Tais problemas acarretam em danos aos pacientes, uma vez que refletem as falhas durante a assistência prestada. Considerações finais: São notórios os desafios enfrentados na APS e as consequências para a segurança dos usuários. Além de reduzir a carga horária, é importante investir em treinamentos que ampliem as habilidades comunicativas e aplicar recursos financeiros em melhorias na infraestrutura e compra de insumos que supram as necessidades de atendimento da população.