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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE A SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DA MULHER COM TRANSTORNO MENTAL: UMA REVISÃO
Relatoria:
Vitória Alexandre Silva de Oliveira
Autores:
  • Hilderlânia de Freitas Lima
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A saúde sexual e reprodutiva é reconhecida como parte fundamental da saúde do ser humano, tornando-a integral é fundamental para o seu desenvolvimento, bem como faz parte da Assistência Integral à Saúde da Mulher. As mulheres com transtornos mentais são vistas como incapazes para deliberar e desfrutar desses direitos, fazendo uma separação dos cuidados com a saúde sexual e reprodutiva da mulher com transtorno mental. Em relação à atuação e assistência do enfermeiro, não há disciplina específica sobre a sexualidade humana na maioria dos cursos desta graduação, abordando somente alguns aspectos, que dão subsídios insatisfatórios para a atuação do enfermeiro, produzindo profissionais desinformados e repletos de preconceitos, atenuado pelos estigmas referidos à mulheres em sofrimento psíquico. Objetivo: Averiguar na literatura científica como é a assistência de enfermagem frente a saúde sexual e reprodutiva da mulher com transtorno mental. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, com caráter descritivo, através das bases de dados Scielo e LILACS, por meio do cruzamento dos seguintes descritores: Saúde da Mulher, Saúde Mental, Transtornos Mentais e Enfermagem, utilizando o operador boolenano AND. Incluíram-se os estudos disponíveis gratuitamente na íntegra publicados em português, inglês e espanhol de 2006 a 2023. Excluídas as produções duplicadas e com dados secundários. Obteve-se uma amostra final de 4 artigos. RESULTADOS: A saúde sexual e reprodutiva das mulheres com transtornos mentais é um tema muito complexo, visto que não se sabe totalmente o que essa mulher pensa ou suas vivências, há mulheres em adoecimento mental que têm uma sexualidade aumentada, outras que sequer pensam nisso. Em relação à doença mental existem muitos estigmas, pelo fato de a mulher ter um transtorno mental pensa-se que ela não tem uma vida sexual ou que não é necessário trazê-las para os serviços de saúde reprodutiva. O profissional enfermeiro é imprescindível em uma assistência integral a essas mulheres, mas ainda é comum que pessoas com transtornos mentais sejam vistas de forma negativa, com preconceito ou medo, somado à dificuldade de falar sobre sexualidade, resulta em uma assistência ineficaz, tanto da equipe multi, quanto da enfermagem. CONCLUSÃO: Torna-se necessário romper o estigma criado em torno da saúde sexual feminina e o adoecimento mental, visto que é necessário uma assistência integral à mulher, mesmo que esta possua algum transtorno mental.