
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PATERNIDADE AFETIVAMENTE INSCRITA NO CUIDADO AO FILHO NOS PRIMEIROS MESES DE VIDA: DESAFIOS PARA ENFERMAGEM
Relatoria:
Vitor de Oliveira Bastos
Autores:
- Leila Leontina do Couto Barcia
- Mariana Lopes de Oliveira
- Carolina de Alcantara Campos
- Sallisa da Silva Souza
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução:Historicamente, a criação dos filhos era uma responsabilidade exclusiva das mulheres, enquanto os homens eram principalmente vistos como provedores financeiros da família, com pouca participação na gestação, nascimento e criação dos filhos. Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o surgimento dos movimentos feministas, houve um movimento em direção ao equilíbrio nas relações familiares. Objetivos:Identificar a presença paterna no apoio à esposa e ao filho nos primeiros meses de vida do recém-nascido; Descrever o cuidado paterno ao filho nos primeiros meses de vida do recém-nascido;Analisar o cuidado paterno na preservação da saúde do filho segundo o conceito de paternidade afetivamente inscrita. Metodologia:Trata-se de um recorte do Projeto maior intitulado: “O comportamento/ reações dos pais que participam dos primeiros meses de vida do filho: Uma abordagem da enfermagem”, desenvolvido na Universidade Federal Fluminense-Campus Rio das Ostras. Estudo exploratório e descritivo com abordagem qualitativa. Resultados/Discussão:Dentre os achados a partir das entrevistas, foram concebidas 03 categorias centrais pertinentes aos interesses de análise no vigente estudo. São elas: A presença do pai nos cuidados prestados ao filho nos primeiros meses de vida; O apoio do pai à companheira nos primeiros meses de vida do filho; O cuidado do pai para a conservação/preservação da saúde do filho.Conclusão: O estudo identificou o conceito de paternidade afetivamente inscrita, destacando a importância das relações de cuidado entre pais, filhos e suas parceiras no contexto familiar. O cuidado transcende a integralidade ao abranger aspectos socioculturais complexos. A presença e interação paterna são fundamentais para o desenvolvimento integral da criança e do grupo familiar. Aponta-se também o impacto significativo da figura paterna na saúde inicial do filho e no núcleo familiar, apontando a necessidade de desconstruir amarras culturais através de políticas de saúde e práticas profissionais mais inclusivas. A promoção de um novo modelo de paternidade requer a revisão dos atuais paradigmas de masculinidade, influenciando diretamente a dinâmica de gênero no trabalho. A implementação de práticas clínicas acolhedoras e com escuta ativa para os pais é crucial para fortalecer essa nova identidade paterna e apoiar equipes multiprofissionais na promoção da saúde familiar.