
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
BENEFÍCIOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDO FÓLICO PARA A SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Relatoria:
Victoria Farias do Nascimento
Autores:
- Kauane Vitória Chagas Rodrigues Lima
- Jaciara Maria da Silva Costa
- Larissa Raianne Sanguinete Monteiro
- Bruna Almeida Prado
- Cristiane Macedo Vieira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A gravidez provoca mudanças fisiológicas no corpo da mãe, aumentando a necessidade de nutrientes essenciais, tanto micronutrientes quanto macronutrientes. Durante a gestação, ocorre uma intensa divisão celular que dá início à formação dos tecidos embrionários. Nesse contexto, a suplementação de ácido fólico (AF), uma vitamina do complexo B (vitamina B9), é de grande importância nesse processo, pois previne más formações do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia. Este estudo tem como objetivo analisar os benefícios da suplementação de ácido fólico para o binômio mãe-bebê. Foram realizadas buscas eletrônicas nas bases de dados de LILACS, MENDLEY e CAPES. Utilizando como descritores “Ácido Fólico”, “Gravidez” e ”Saúde Materno-Infantil”, que tivessem como temática o objetivo do estudo, publicados nos idiomas inglês e português, entre 2019 e 2024. Foram identificados um total de 29 artigos, dos quais 6 foram selecionados para análise. Observou-se que a utilização do ácido fólico está diretamente associada a uma menor incidência de casos de defeitos do tubo neural, fissura labial não sindrômica, redução do risco de doenças cardíacas e condições genéticas adversas. Adicionalmente, destacam-se melhorias no desenvolvimento cognitivo e motor, além de uma redução na incidência de síndromes do espectro autista. Benefícios para a saúde materna incluem a diminuição do risco de pré-eclâmpsia, ruptura da placenta, partos prematuros e hipertensão gestacional. Embora o ácido fólico esteja presente em alguns alimentos, sua absorção é considerada insuficiente para gestantes, que necessitam de uma maior ingestão para atender às demandas tanto da mãe quanto do bebê. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil recomendam uma dose diária de 0,4 mg pelo menos 30 dias antes da concepção até o primeiro trimestre da gestação. Para mulheres com histórico familiar de malformações congênitas, é indicada uma dose diária de 5 mg para minimizar os riscos de recorrência dessas malformações. A suplementação de ácido fólico desempenha um papel crucial e é altamente eficaz na redução da morbimortalidade tanto do bebê quanto da mãe, especialmente quando administrada antes e nas primeiras semanas de gestação. Portanto, recomenda-se que a suplementação seja personalizada, respeitando a singularidade de cada gestante e atendendo às necessidades específicas do período gestacional.