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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A CONTRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA REDUÇÃO DO ESTIGMA À EPILEPSIA
Relatoria:
Elayne Christina de Brito Costa
Autores:
  • Quézia Galvão da Costa
  • Camila Lopes Soares
  • Maria Eduarda de Carvalho Macêdo
  • Glaucia de Brito Monteiro
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A epilepsia é uma doença crônica caracterizada por convulsões originadas de descargas elétricas excessivas em determinado grupo de neurônios. Erroneamente, ao longo da história da humanidade, a doença foi tida pela sociedade como um castigo divino e associada à feitiçaria. Devido a isso, a doença carrega consigo as consequências dessa desinformação, flagelando as pessoas portadoras dessa condição pelos estigmas atrelados a ela. Ainda, em decorrência disso, essas pessoas são propensas a desenvolverem outras doenças como ansiedade e depressão. Objetivo: Analisar produções científicas acerca da contribuição do enfermeiro da APS em reduzir os estigmas relacionados à pessoa com epilepsia (PCEs). Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, para a qual foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados LILACS, SciELO e BVS com o uso dos descritores em saúde (DECs): “Estigma social”, ”Epilepsia” e “Atenção primária à saúde”. O critério de inclusão para a seleção dos artigos foi a abordagem estrita do enfermeiro na atenção primária com relação à epilepsia. Ao final, foram selecionados 7 artigos para análise. Resultados: Os artigos apontam que socialmente há um alto desconhecimento sobre a epilepsia, até mesmo por grande parte daqueles que possuam tal condição, prevalecendo, ainda, vieses místicos e religiosos que potencializam os estigmas associados à doença e, a partir disso, constrói-se desinformação acerca da patologia. Os efeitos disso faculta em uma má qualidade de vida das PCEs, pois as mesmas sofrem a discriminação que lhe são impostas, de modo a abandonarem o tratamento e sentirem vergonha de possuir tal condição. O enfermeiro da APS possui o recurso do acolhimento e, portanto, no seu papel de educador em saúde, tem a capacidade de levar as informações corretas sobre a epilepsia para os portadores e toda a comunidade, além de monitorar a assiduidade nas consultas e tratamentos. Ademais, no papel de gestor, o enfermeiro tem a atribuição de articular os diferentes níveis de atenção e serviços, como jurídico, social e educacional que garanta maior autonomia e saúde a esses indivíduos. Considerações finais: É indubitável que a capacidade de integração de estratégias de educação em saúde, apoio psicológico e coordenação de cuidados que o enfermeiro da APS possui no exercício de sua profissão torna possível a minimização dos impactos desse estigma na qualidade de vida dessa população e na desmistificação sobre a doença.