
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AUTOMEDICAÇÃO EM IDOSOS
Relatoria:
Aline Cristina Pereira
Autores:
- Francisca Viviane Martins do Nascimento
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A automedicação é uma prática de uso indiscriminado de medicamentos, pode aumentar os riscos à saúde devido às interações medicamentosas e efeitos adversos. O envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas têm intensificado essa prática. Objetivo: Analisar a prática da automedicação entre idosos, seus fatores contribuintes, riscos associados, principalmente no contexto da polimedicação, e o papel dos profissionais de enfermagem na mitigação desses riscos. Metodologia: Foi utilizado artigos científicos de bases de dados como PubMed, Scielo e Google Acadêmico, com foco em publicações recentes de 20 anos com maior relevância e impacto na saúde do idoso. Resultados: Estudos mostram que o fácil acesso aos medicamentos, por meio de farmácias ou estoque domiciliar, contribui significativamente para a automedicação. Contudo, as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, como os longos tempos de espera para consultas médicas e a falta de profissionais de saúde, levam os idosos a optarem pela automedicação como solução imediata. A polimedicação aumenta o risco de interações adversas e reações a medicamentos, como hospitalizações frequentes e redução da qualidade de vida, estudos revisados identificam medicamentos indiscriminados em idosos, possuindo problemas de saúde. Os estudos enfatizam o papel dos profissionais de enfermagem na prevenção e mitigação de riscos associados à automedicação e polimedicação. Estudos mostram que intervenções como revisões de medicamentos, educação sobre uso seguro de medicamentos e campanhas de conscientização são eficazes, e mostra a necessidade de políticas públicas robustas que promovam cuidados de saúde de qualidade para idosos, implementando programas de consulta médica regular e avaliação periódica de regimes de medicação. Conclusão: Conclui-se que a automedicação entre idosos é uma questão de saúde pública significativa, que requer atenção contínua e estratégias efetivas de intervenção por parte dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem. A educação em saúde e a supervisão no uso de medicamentos são medidas essenciais para reduzir os riscos e promover a segurança dos idosos no programa HIPERDIA. As práticas de enfermagem, quando integradas a programas de saúde específicos, podem contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos idosos.