
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANSIEDADE E DEPRESSÃO PÓS-PARTO NAS MULHERES EM PERÍODO PUERPERAL: REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
Ana Luiza Dias Trajano
Autores:
- Regina Chely Lopes Fernandes
- Anna Clara de Figueiredo Tavares
- Maria Luísa Grangeiro Pequeno
- Amanda da Silva Monteiro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A chegada de um filho provoca mudanças significativas na vida de uma mãe, abrangendo aspectos fisiológicos, psicológicos e sociais que podem resultar em ansiedade e depressão pós-parto (DPP). As alterações hormonais, adaptação ao novo papel materno e expectativas emocionais podem gerar estresse e sentimentos de inadequação. A mãe pode experimentar isolamento e ajustes nas relações pessoais, levando a preocupações excessivas com o bebê, medo intenso e dificuldades emocionais (ansiedade), ou tristeza, falta de energia e dificuldades no vínculo com o bebê (depressão). Objetivos: Investigar as causas, manifestações e implicações da ansiedade e DPP em mulheres no período puerperal. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura. Para a busca dos artigos utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Período pós-parto, Ansiedade e Depressão pós-parto, em inglês e português, com auxílio dos operadores booleanos AND e OR nas seguintes bases de dados: Scientific Eletronic Library Online (SciELO), PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os critérios de inclusão foram: trabalhos que correspondiam ao tema publicado nos últimos 5 anos. Resultados e discussão: Foram encontradas 1.356 publicações e após a leitura do tema e do resumo 4 foram incluídas e 1.352 excluídas. Os estudos mostraram que a ansiedade e DPP estão ligados a diversos fatores, tais como ser solteira, ausência de apoio social/familiar, gravidez não planejada, história prévia de aborto e/ou morte neonatal, histórico familiar de problemas psiquiátricos, experiências ruins nas primeiras semanas do puerpério, baixa autoeficácia e dificuldades na amamentação. A literatura aponta que este último fator pode levar a sentimentos de culpa e fracasso e, assim, desencadear tais distúrbios psicológicos. Como consequência, as mulheres podem se tornar menos responsivas, com comportamentos de isolamento, diminuição da capacidade de enfrentamento e aumento de sentimentos de incapacidade. Ainda, a relação com a criança fica prejudicada, podendo afetar negativamente o elo entre o binômio mãe-bebê. Conclusão: A revisão da literatura evidencia que a ansiedade e a DPP são condições multifatoriais com consequências significativas, afetando a saúde mental das mães e a qualidade do vínculo com seus bebês. Reforça-se a necessidade de políticas públicas de suporte social e psicológico no período puerperal e destacam a importância de intervenções precoces para mitigar os impactos desses transtornos.