
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
INDICADORES EMPÍRICOS DE INTERVENÇÕES EDUCATIVAS PARA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CLASSIFICADOS NO MODELO DE ROY
Relatoria:
RINALDO BERNARDO DOS SANTOS JÚNIOR
Autores:
- YNGREED LÍBERO DE SOUZA
- TAMYRES NASCIMENTO DIAS
- JOÃO GUSTAVO SILVEIRA SANTOS BURGOS
- CAÍQUE ANÍZIO SANTOS DA ROSA
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O Modelo de Adaptação de Roy (MAR) auxilia no cuidado de enfermagem para pacientes que necessitam de mecanismos de enfrentamento para se adaptar. Pacientes com insuficiência cardíaca, uma síndrome complexa que reduz a qualidade de vida e aumenta a morbimortalidade, são especialmente beneficiados por intervenções educativas que fortalecem a adesão ao tratamento. Objetivo: Mapear na literatura os indicadores empíricos de intervenções educativas em insuficiência cardíaca, classificando-os segundo o modelo adaptativo de Roy. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica integrativa em maio de 2024 nas bases SciELO, LILACS, BDENF, PUBMED e MEDLINE. Foram incluídos artigos em inglês, português ou espanhol, publicados a partir de 2020, classificados pelo sistema de Nível de Evidência do Oxford Center for Evidence-Based Medicine. Utilizaram-se os descritores MeSH/DeCS: insuficiência cardíaca e intervenção educativa, combinados com os operadores booleanos AND e OR. Resultados e Discussão: Inicialmente, foram identificados 8.185 estudos, dos quais 9 atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Os indicadores empíricos foram categorizados conforme os modos do Modelo de Roy. Modo Fisiológico: adesão ao autocuidado, adesão à medicação ou tratamento, adesão à dieta, ativação do doente, atividade física, capacidade de exercício, conforto respiratório, efeito terapêutico, nutrição, índice de função cardíaca, qualidade do sono, redução de peso, edema, eventos cardiovasculares, pressão sistólica e diastólica. Modo Autoconceito: ansiedade cardíaca, autoeficácia, autocuidado, autogerenciamento, automonitorização, competências de autogestão, comportamentos promotores de saúde, letramento em saúde, percepção da doença, qualidade de vida, responsabilidade de autogestão, responsabilidade em saúde e sintomas de depressão. Modo Desempenho de Papel: interações sociais, suporte familiar e social. Modo Interdependência: confiança no autocuidado, melhoria na autoeficácia, autogerenciamento, participação e tomada de decisões. Conclusão: A revisão integrativa mostrou que intervenções educativas para pacientes com insuficiência cardíaca, classificadas pelo Modelo de Roy, abrangem diversos indicadores empíricos que promovem a adesão ao tratamento e melhoram a qualidade de vida.