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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O USO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA ENFERMAGEM: DIFICULDADES DA IMPLEMENTAÇÃO NO BRASIL
Relatoria:
TACIANA MIRELLA BATISTA DOS SANTOS
Autores:
  • Adriane Gomes Da Silva
  • Leandro Justino Filho
  • Roberto Dos Santos Siqueira
  • Thayanne De Azevedo Falcao
  • Isabele Albuquerque Alcoforado Ferreira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
introdução: após a criação em 2006, da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PIC), houve uma maior visibilidade da mesma no território Brasileiro. De acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável as Práticas Integrativas Complementares (PICs) visam promover o acesso equitativo, seguro e eficaz a essas práticas, além de integrá-las aos sistemas de saúde existentes. Objetivo: Investigar os principais desafios para a implementação de terapias complementares em unidades de saúde. Método:Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que possui como pergunta norteadora: Quais as dificuldades na implementação das Terapias Complementares nas unidades de saúde? Foram incluídos estudos nacionais, publicados entre os anos de 2011 e 2023, disponíveis na íntegra na Biblioteca Virtual de Saúde. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade 17 artigos foram selecionados e lidos na íntegra, destes, 06 artigos compuseram a amostra desta pesquisa.Resultados/discussão: embora as terapias complementares e integrativas ofereçam muitos benefícios, também enfrentam alguns desafios e problemas, especialmente quando se trata de sua integração completa no sistema de saúde convencional. Alguns dos problemas comuns incluem: Falta de regulamentação adequada, Dificuldades de integração, Falta de evidências científicas sólidas, Segurança e riscos potenciais. Apesar de todas as problemáticas na sua implementação, o Ministério da Saúde a distribuição dos serviços de PICS por nível de complexidade está em 78% na Atenção Básica, 18% na média e 4% na alta complexidade. Nas UBS são mais de 2 milhões de atendimentos, sendo mais de 1 milhão Medicina Tradicional Chinesa, incluindo acupuntura, 85 mil em fitoterapias e 13 mil de homeopatias. Considerações finais: o estudo apontou desafios significativos, como a falta de preparação dos gestores, a predominância do paradigma biomédico e a escassez de recursos e divulgação insuficiente. Para superar essas barreiras, há necessidade de medidas adicionais, recomenda-se uma maior supervisão, incentivo governamental e integração de profissionais não médicos devidamente capacitados, visando uma implementação eficaz e abrangente das PICS em todas as unidades de saúde.