
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA CULTURALMENTE SENSÍVEL À SAÚDE DA MULHER INDÍGENA DURANTE A GESTAÇÃO
Relatoria:
Yara Camile Pereira Marques
Autores:
- Geovanna de Assunção Barbosa
- Milene de Andrade Gouvea Tyll
- Luciana Pinto Oliveira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A gestação é de fato um período de significado profundo para as mulheres, especialmente para aquelas das comunidades indígenas. Para esses povos, a gravidez transcende o entendimento humano comum, sendo vista como um evento divino. Esse entendimento torna a gestação não apenas especial para a mulher, mas para toda a comunidade ao seu redor. Entretanto, é preocupante notar que complicações e internações durante a gestação têm aumentado nos últimos anos, com a hemorragia pós-parto emergindo como uma das principais causas. Isso sublinha a importância crucial de fornecer suporte adequado às mulheres durante o período puerperal, além de garantir um pré-natal bem assistido e culturalmente sensível. Respeitar os costumes e a cultura das mulheres indígenas é essencial para promover uma gestação saudável e prevenir complicações tanto durante a gravidez quanto após o parto. Objetivo: Descrever as principais causas de internações de mulheres indígenas no período de parto e pós parto no estado do Pará, analisando a qualidade da assistência prestada no puerpério e sua influência na prevenção de intercorrências. Metodologia: Pesquisa descritiva de delineamento transversal, com coleta de banco de dados secundário presentes no Sistema De Informação De Hospitalares (SIH/SUS) das internações por complicações no parto e puerpério de mulheres indígenas nos municípios do estado do Pará no período de janeiro de 2023 a abril de 2024. Resultado: Foi observado no ano de 2023 os maiores números de internações se comparado aos índices de 2024. Sobre o perfil das mulheres indígenas, expõe-se que a maioria da faixa etária de 20-29 anos (0,43%, n=427). Observou-se também uma superioridade de ocorrências em indígenas de 15-19 anos (0,31%, n=315) na fase da adolescência. Dentre as principais associações com as internações por caráter de atendimento apenas (0,005%, n=5) foram eletivos, e (0,99%, n= 980) foram de urgência. Conclusão: Investir em treinamentos específicos e políticas de saúde que promovam a inclusão cultural e o respeito às tradições dos povos indígenas é fundamental para superar as disparidades de saúde enfrentadas por essas comunidades. Somente através de uma abordagem holística e inclusiva poderemos alcançar uma melhoria significativa na saúde materna e na qualidade de vida das mulheres indígenas durante a gestação e no pós-parto.