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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
RECONSTRUIR PARA SOBREVIVER: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O PROCESSO DE RECONSTRUÇÃO DA VISÃO DE PVHIV
Relatoria:
Luana Rayssa de Vasconcelos Nascimento
Autores:
  • Michael Silva de Abreu
  • Pérola Brito Palhano
  • Jacyra Salucy Antunes Ferreira
  • Izabel Christina de Avelar Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O estigma relacionado às pessoas que vivem com HIV (PVHIV) é persistente desde seu surgimento, em meados dos anos 80, até os dias atuais. Tal descriminação para com as PVHIV se dá a partir da desinformação, ações e falas ofensivas como justificativa para oprimir o indivíduo pelo seu estado de saúde. A partir disso, pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana e/ou a síndrome decorrente deste, se tornam expostas a estigmas, desinformação e preconceito, o que pode, consequentemente, acarretar a baixa adesão à terapia antirretroviral. Objetivos: Relatar a experiência de discentes de enfermagem durante ação realizada no Ambulatório de infectologia, em um Hospital Universitário do Recife-PE. Método: Trata-se de um relato de experiência referente a ações de educação em saúde, realizadas a partir do projeto de extensão denominado REVIVAIDS, na sala de espera do ambulatório de Ambulatório de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) em 2024. Através de iniciativas educativas e de conscientização como “verdadeiro e falso” e jogo da memória, há a promoção da conscientização para combater o estigma, enquanto os pacientes estão ociosos esperando suas consultas, visando a construção de conhecimento a partir da participação. Resultados: Foi realizada visita no ambulatório de DIP no dia 25 de abril de 2024 às 07 horas, com a participação de 10 pacientes, para dialogar com os pacientes sobre o processo de desinformação e preconceito para com o HIV/AIDS. Foram abordados pelos extensionistas temas como sexualidade, vulnerabilidades, prevenção e tratamento, ocorrendo troca de ideias e noções sobre o tema, compartilhamento de vivências em relação ao vírus, buscando gerar sentimento de pertencimento através da quebra de estigmas. Considerações finais: Torna-se evidente o impacto da atividade de educação no estigma para PVHIV, destacando a importância de iniciativas educativas e de conscientização no combate ao estigma. Ao longo do projeto, foram evidenciadas várias facetas do estigma enfrentado por esses pacientes, desde o tratamento desigual até a propagação da desinformação. Destacou-se a necessidade contínua de programas educativos que não apenas ofereçam conhecimento factual, mas também promovam a empatia e a inclusão social. Portanto, iniciativas como o REVIVAIDS não só são essenciais para informar e educar, mas também para criar espaços seguros onde os pacientes possam se sentir valorizados, respeitados e apoiados em sua jornada.