
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
VANTAGENS DA TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA NA CICATRIZAÇÃO DE ÚLCERAS DO PÉ DIABÉTICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Sarah Gabrielle Andrade Martins
Autores:
- Ana Beatriz de Paiva Santos
- Marcelly Portela Silva
- Maria Clara Diniz Xavier Leal
- Maria Eduarda Domingues Barreto
- Glícia Maria de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A terapia por pressão negativa consiste em uma técnica não invasiva realizada com a aplicação de dispositivos em torno de feridas, a fim de criar um ambiente de sucção para ajudar na cicatrização, removendo os fluidos, edema e estimulando o crescimento tecidual. Nessa perspectiva, a terapia é utilizada nas úlceras do pé diabético, complicações comuns do Diabetes mellitus, que incluem infecções e destruições dos tecidos do pé abaixo do maléolo medial. Assim, essa condição causa impactos na qualidade de vida do paciente. OBJETIVO: Descrever como a Terapia por pressão negativa acelera o processo de cicatrização das úlceras do pé diabético em comparação com outras formas convencionais de tratamento. METODOLOGIA: O presente estudo é uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de consultas nas bases eletrônicas: PUBMED e SCOPUS. Os descritores que nortearam a pesquisa foram: “Negative pressure wound therapy”; “Wounds” e “Diabetic foot”, os filtros aplicados foram de temporalidade dos últimos 5 anos e estudos clínicos e randomizados. Ao todo, foram encontrados 30 artigos, que após a análise e leitura, 5 estudos se enquadraram no objetivo da pesquisa e foram selecionados. RESULTADOS: Após a avaliação dos artigos, a terapia por pressão negativa, em comparação com outras técnicas de cicatrização do pé diabético, como a de curativos úmidos, trouxe melhores resultados. Dentre eles, o fechamento da ferida, estimulando a expressão de fatores de crescimento, e proporcionando a angiogênese e formação do tecido de granulação; manutenção dos enxertos de pele; diminuição das amputações e infecção; redução da troca de curativos e o tempo de internação. Por fim, esse recurso ajuda na modulação da resposta inflamatória excessiva, auxiliando a mudança do fenótipo dos macrófagos, de M1 para M2, sendo esse essencial na remodelação tecidual. Entretanto, um dos artigos mostrou um efeito potencialmente negativo da terapia, quando executada em pacientes com doença arterial oclusiva periférica. Esse episódio, culminou em vieses nos resultados, devido ao não monitoramento ativo das diretrizes da técnica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo reflete que a terapia por pressão negativa promove a cicatrização rápida das úlceras do pé diabético. E assim, alivia a dor, o desconforto e reduz a infecção, elevando a qualidade de vida dos pacientes. Porém, é necessária a implementação correta das diretrizes da técnica por parte dos profissionais de saúde.