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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
RISCOS ASSOCIADOS AO USO DOS APLICATIVOS DE RELACIONAMENTO PARA INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Relatoria:
Erick Santos de Oliveira
Autores:
  • Marlyson Santos de Sousa
  • Eduardo Sousa Carvalho
  • Rayane Alves Machado
  • Eliana Campêlo Lago
  • Ana Carla Marques da Costa
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são uma preocupação em saúde pública e não se restringem a um grupo específico, podendo afetar a todos. Estudos, porém, indicam grupos-chave para o tema, como homens que fazem sexo com homens (HSH). Diante disso, entender os mecanismos de interações interpessoais, onde o uso de aplicativos de relacionamento se faz cada vez mais presente, é necessário, pois a maior frequência e rapidez dos encontros propiciados nessas plataformas podem aumentar a disseminação das ISTs. OBJETIVO: Descrever os fatores de risco associados às infecções sexualmente transmissíveis no uso de aplicativos móveis de relacionamento, com foco para homens que fazem sexo com homens. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica de literatura, descritiva, exploratória e quantitativa. A busca se deu em maio de 2024, com as bases de dados PUBMED, BVS e Biblioteca Virtual em Saúde, Scielo. Usando Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH): “Aplicativos móveis”, “Minorias sexuais e de gênero”, “Fatores de risco” e “Doenças sexualmente transmissíveis”, utilizando o operador booleano “AND”, encontrando assim, 18 estudos. Produções dos últimos 5 anos, português e inglês e estudos completos, reduziram para 8 artigos. Após a leitura na integra, 6 trabalhos compuseram a amostra final. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Os aplicativos mais citados foram Grindr®, Hornet® e Tinder®, sendo o Grindr® o mais utilizado, devido à possibilidade de privar informações e ofertar acesso facilitado a diversos perfis de usuários. É possível observar ainda, uma maior busca por relações sexuais casuais e rapidez em marcar encontros, além dos usuários terem em média 2 parceiros sexuais. No levantamento para prevalência de IST, as taxas variam entre 7,5 a 26,4% de casos onde já se teve ou tem uma infecção, com destaque para sífilis e HIV. Enfatiza-se a existência de usuários que não sabem seu estado sorológico para IST’s ou que não usam preservativo durante o sexo oral. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Evidencia-se, portanto, que os aplicativos de relacionamento facilitam estabelecer contatos interpessoais nesse público. Contudo, comportamentos como, a procura por relações intimas casuais, privação de informações, multiplicidade de parceiros, desconhecimento do próprio status sorológico, somando-se ao não uso de preservativos durante o sexo oral, são comuns em usuários desses serviços tornando-os um canal facilitador para novas infecções e sugerindo maiores cuidados em seu uso.