
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE EM UM SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA
Relatoria:
Juliana Brandao de Souza
Autores:
- Rayane Silva Brito
- Rafaela Caldas Sousa dos Santos
- Karina Cerqueira Soares
- Tatiana da Silva Pires
- Jefferson Alves Santana
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: O cotidiano e complexidade do trabalho no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) requer que os profissionais envolvidos estejam aptos técnico-cientificamente para avaliar e priorizar o atendimento, além de competências relacionadas à tomada de decisão e inteligência emocional, diante de situações que o atendimento inicial pode ser determinante na redução da mortalidade ou complicações. OBJETIVO: Descrever os desafios da implementação da educação permanente em saúde em um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Sul da Bahia. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo relato de experiência. RESULTADOS: A portaria ministerial que regulamenta os serviços de atendimento às urgências e emergências, traz em seu escopo conteúdos básicos nos quais os profissionais que atuam nesses serviços devem estar capacitados, seja ele em setor público ou privado. Para além desse conteúdo, o Núcleo de Educação Permanente (NEP) de um SAMU em uma região no Sul da Bahia, atua na promoção das atividades no local de trabalho, permitindo aos profissionais a utilização da realidade vivenciada para qualificação do processo de trabalho. Contudo, apesar do esforço para desenvolvimento das atividades, é comum a baixa adesão desses profissionais. Há um esforço coletivo de toda a equipe que compõe o NEP no desenvolvimento de metodologias ativas de aprendizado, com base nas demandas observadas e trazidas pelos profissionais. Vale salientar que os profissionais que compõem o NEP são profissionais que continuam atuando no atendimento direto ao usuário, fator que contribui também para identificação das fragilidades do serviço e de conhecimento técnico-científico que podem ser abordados nos momentos de qualificação. Percebe-se em algumas falas, a tentativa de justificar a não adesão baseada em fragilidades nas condições de trabalho do serviço, além da falta de entendimento da responsabilidade ética profissional no atendimento em saúde. CONCLUSÃO: A EPS tem potencial para transformar as ações de saúde em um processo crítico-reflexivo onde todos os profissionais se sintam responsáveis pelo movimento ensino-aprendizagem. É urgente pensar estratégias que fomentem nesses profissionais o desejo e responsabilidade no processo de qualificação. À gestão dos serviços de saúde, cabe promover um ambiente favorável ao desenvolvimento seguro das atividades laborais, fator que impulsiona as equipes a dedicarem tempo de qualidade aos processos de ensino-aprendizagem.