
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
USO DA REALIDADE VIRTUAL NO MANEJO DA DOR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO
Relatoria:
Denize Miquele dos Santos Barrêto
Autores:
- Moisés Ferreira Alves de Oliveira
- Anajás da Silva Cardoso Cantalice
- Carolina Dias dos Santos Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A realidade virtual (RV) representa um importante método a ser implementado no manejo da dor de crianças e/ou adolescentes em tratamento oncológico resgatando sua essência diante de todos os processos dolorosos e invasivos comuns em seu percurso terapêutico. Objetivo: Investigar a influência da Realidade Virtual na redução da dor em crianças e adolescentes em tratamento Oncológico. Metodologia: Trata-se de um estudo prospectivo, do tipo caso-controle. A população do estudo foi constituída por crianças e adolescentes, atendidas na unidade de Oncologia pediátrica de um hospital público do nordeste brasileiro. A pesquisa se desenvolveu entre os meses de outubro e dezembro de 2023. A coleta de dados ocorreu nas seguintes etapas: aplicação de formulário com dados demográfico e clínicos da criança, avaliação da dor nas crianças e adolescentes alocados nos grupos controle e realidade virtual antes de algum procedimento durante a hospitalização, tais como administração de medicamentos e curativos e após. Para a análise dos dados, os foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20. A distribuição dos dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk e a comparação dos escores de dor dos grupos avaliada com o teste de McNemar, considerando um intervalo de confiança de 95%. Resultados: Das 21 crianças e adolescentes avaliadas, 52,3% eram do sexo feminino, 71,4% com idade entre 4 e 10 anos, 77,1% com até 15 dias de internação, 44,1% com diagnóstico de leucemia linfoide aguda, 50% com tempo de diagnóstico entre 1 e 3 anos, 2 crianças relataram dor antes de curativo, sendo uma do grupo controle que manteve mesmo valor após orientações padrões e a outro do grupo RV que reduziu a pontuação de 5 para 3. Foi observada diferença significativa na frequência cardíaca, após o uso de RV no grupo (p=0,000). Conclusão: A RV demonstrou ser um recurso bastante eficaz para fins de alívio da dor na criança e adolescente, e se insere como uma forma mais atrativa para o cuidado humanizado.