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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
COLETA OBSERVACIONAL SOBRE ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM UM CENTRO CARDIOLÓGICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Sandriely Vitória da Silva Soares de Oliveira
Autores:
  • Ana Carolyna Batista dos Santos
  • Fábio Luis Gomes Leitão Júnior
  • Lilyan Cassiane Silva de Andrade
  • Marília Perrelli Valença
  • Thaís Roberta da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são infecções que ocorrem no indivíduo durante o seu processo de cuidados em serviços de saúde, que não estavam presentes no paciente no momento da sua admissão. Por meio da adoção de precauções é possivel controlar e reduzir a incidência das IRAS, por exemplo, através da adesão à prática de higienização das mãos (HM), que objetiva reduzir ou inibir o crescimento de microorganismos nas mãos, podendo ser feita usando solução alcoólica, água e sabão ou soluções degermantes. Objetivo: Relatar a experiência de discentes extensionistas do projeto cuidado limpo é cuidado seguro, a partir da coleta de dados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de um Centro Cardiológico. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre a coleta de dados referentes à adesão profissional à HM. A coleta sucedeu-se em junho de 2024 por meio de visitas às quatro UTIs de um centro cardiológico do Recife, utilizando o aplicativo speedyAudit, onde analisa-se as variáveis: setor de coleta, profissão, momentos de execução da HM, tempo, tipo de solução usada na limpeza, e se eram feitos uso de EPIs ou adornos, posteriormente esses dados são enviados a CCIH (Comissão de Controle de infecções Hospitalares) do hospital para avaliação da qualidade da assistência, e o desenvolvimento de ações educativas com a equipe. Resultados: Foram coletadas 161 amostras, onde a taxa de adesão à Higienização das Mãos foi de aproximadamente 37%, revelando-se insatisfatória, uma vez que boa parcela dos profissionais de saúde observados não realizam a HM, ou a efetuam de maneira inadequada, fazendo-a em tempo inferior ao preconizado, com técnica incorreta, ou em momentos tardios ao indicado. Ademais, alguns profissionais optam por usar apenas álcool a 70%, mesmo na presença de sujidades visíveis. Paralelamente, outros adotam apenas a troca de luvas no atendimento de um paciente para outro, o que aumenta o risco de contaminação cruzada. Conclusão: Em síntese, a adesão à higienização de mãos constitui papel fundamental na prevenção das IRAS, evidenciando-se então a importância da vigilância e da educação continuada dos profissionais de saúde à respeito da HM, a fim de identificar irregularidades e promover momentos de aprimoramento técnico para a equipe multiprofissional, viabilizando assim uma assistência em saúde mais segura ao paciente. Descritores: Controle de Infecções; Educação em Saúde; Higiene das Mãos.