
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ASSOCIAÇÃO ENTRE FUNCIONALIDADE E FRAGILIDADE DA PESSOA IDOSA DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR PAULISTA
Relatoria:
CAROLINE SILVA PEREIRA
Autores:
- Bianca Peixoto Amaro
- Vitória da Silva Mascarenhas
- Maria Eduarda Beraldo
- Daiana de Castro Miranda Silva
- Tatiane Montelatto Marques
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A fragilidade é entendida como uma condição complexa de limitações que impactam a qualidade de vida da pessoa idosa e reduz a autonomia no desempenho das atividades de vida diária, aumentando a necessidade de cuidados em saúde. Nesse sentido, o comprometimento da funcionalidade pode influenciar na fragilidade da pessoa idosa. O objetivo é associar o desempenho para atividades instrumentais de vida diária e a fragilidade da pessoa idosa de um município paulista. Estudo de caráter analítico e quantitativo, realizado com pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, residentes na cidade de Araras/SP, cadastrados em unidade básica de saúde ou em instituição de longa permanência e que obtiveram pontuação igual ou superior a 17 no Mini Exame do Estado Mental (MEEM). A coleta foi realizada por meio de entrevista, usando o Google Formulários e, posteriormente, os dados foram categorizados e analisados com o software SPSS versão 23.0, utilizando a análise descritiva e Qui-Quadrado de Pearson (p-valor<0,05). Foram utilizados questionário de caracterização sociodemográfica e as escalas para avaliação das atividades instrumentais de vida diária (AIVD) de Lawton e Brody e de Fragilidade de Edmonton (EFE). Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa sobre parecer n 4.393.230. Amostra composta por 185 idosos, sendo 95 (51,4%) do sexo masculino, 87 (47%) com faixa etária entre 60 a 69 anos (idosos jovens), 129 (69,7%) brancos, 98 (53%) casados, 120 (64,9%) residem com familiar. Em relação à funcionalidade (AIVD), 73 (39,5%) são independentes, 68 (36,8%) possuem dependência leve, 25 (13,5%) dependência moderada e 19 (10,3%) totalmente dependentes. Quanto à fragilidade, 70 (37,8%) são não frágeis e 115 (62,2%) frágeis. Com a associação da fragilidade (EFE) e funcionalidade (Lawton e Brody), observa-se que 42 (22,7%) são frágeis e dependentes leve, 24 (13%) são frágeis e têm dependência moderada e 19 (10,3%) são frágeis e totalmente dependente. Nota-se que entre os idosos com algum grau de dependência há uma porcentagem considerável de fragilidade (45,9%) com associação estatisticamente significativa (p<0,001). Conclui-se que a perda da funcionalidade em pessoas idosas está associada à fragilidade, de modo que 45,9% apresentam algum grau de dependência e são considerados frágeis, destacando a importância da promoção e reabilitação da saúde pelos enfermeiros.