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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O CUIDADO À CRIANÇA COM AUTISMO BASEADO NO MONITORAMENTO DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Fernanda Rodrigues Santos
Autores:
  • Nathalie Bianchinni Vieira Moura
  • Mayara Mancini
  • Juliana Barony da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: Estima-se que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta 1 em cada 36 crianças de 8 anos nos Estados Unidos¹. No Brasil, também há uma tendência de aumento da prevalência. A crescente demanda por diagnóstico e intervenção precoce evidencia obstáculos na coordenação de cuidados e a comunicação entre os provedores de saúde, e afeta a qualidade do atendimento às crianças com TEA². É crucial implementar modelos de cuidado integrados e centrados na pessoa para mitigar esses desafios. Objetivo: Descrever a implementação de um modelo de cuidado para crianças com TEA em uma healthtech, destacando a atuação da Enfermeira de monitoramento. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, baseado no modelo de cuidado a crianças com TEA em uma healthtech. Resultados/discussão: Em 2023, identificou-se a fragmentação no cuidado do TEA, evidenciando uma lacuna importante na atuação interprofissional. Para aumentar a visibilidade do processo e garantir a continuidade do cuidado com qualidade, criou-se o Ambulatório de Avaliação do Desenvolvimento Infantil para crianças com TEA. O ambulatório é composto por profissionais especializados, que realizam a avaliação, diagnóstico e planejamento terapêutico. Nesse contexto, destaca-se a atuação da enfermeira de monitoramento, que desempenha um papel central na vigilância das crianças, sob os pilares: i) garantia do cuidado integrado, ii) redução de lacunas no cuidado, iii) melhor custo-efetividade, iv) visibilidade e aderência ao plano de cuidado e v) transformação da experiência de saúde. Esses pilares são assegurados pelo acompanhamento assistencial via prontuário eletrônico e relatórios clínicos, comunicação com profissionais e famílias para promover a adesão ao plano terapêutico, análise de indicadores, discussões de caso, articulação entre os níveis de atenção, condução de casos complexos, revisão dos fluxos de trabalho; apoio ao time de teleatendimento; e coordenação do ambulatório. A enfermeira de monitoramento garante a execução e a qualidade das intervenções planejadas no ambulatório, promovendo uma abordagem integrada. Considerações finais: Este relato contribui para a reflexão sobre a sustentabilidade do cuidado do TEA na saúde suplementar ao apresentar um modelo de saúde que favorece o engajamento das famílias no plano terapêutico, proporciona melhor experiência, melhoria nos resultados clínicos, coesão no cuidado e abordagem centrada no paciente.