
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
TERAPIA ANTIRRETROVIRAL POR ENFERMEIROS: UM ESCOPO DE PRÁTICAS AVANÇADAS
Relatoria:
Paulo Victor Avelino Monteiro
Autores:
- Stéfanie Helen da Silva Santos
- Andressa Carneiro Moreira
- Maria Lorena Maia dos Santos
- Mayara Nascimento de Vasconcelos
- Maria Lúcia Duarte Pereira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: a prescrição da Terapia Antirretroviral (TARV) por enfermeiros é praticada em diversos países. No Brasil, a prescrição de medicamentos contidos em programas de saúde pública é respaldada pelo conselho profissional de enfermagem. Contudo, o manejo da TARV permanece majoritariamente como conduta médica. Portanto, torna-se necessário o conhecimento e empoderamento do enfermeiro na linha de cuidado das pessoas que vivem com HIV/Aids. Este estudo teve como objetivo identificar evidências na literatura acerca do manejo da TARV por enfermeiros. Método: revisão narrativa da literatura realizada nas bases de dados MEDLINE, EMBASE, Web of Science, LILACS e BDENF. A estratégia de busca utilizada se deu pela associação de descritores controlados com os operadores booleanos: Padrões de Prática em Enfermagem AND Terapia Antirretroviral AND HIV. Foram incluídos estudos em inglês, português e espanhol, publicados entre janeiro de 2020 e maio de 2024 e que respondessem ao objetivo desta revisão. Foram excluídos editoriais, cartas ao editor e outras revisões, com exceção das sistemáticas. Resultados e discussão: foram identificados 61 estudos nas bases de dados, dos quais quatro estavam duplicados e 54 não atenderam aos critérios de elegibilidade. A amostra final foi composta por três estudos. Os estudos selecionados relataram que a TARV gerida por enfermeiros têm efeito positivo em relação à adesão, tempo de início da terapia e à interação interpessoal enfermeiro-paciente. Além disso, garantir que os enfermeiros sejam reconhecidos e assegurados legalmente pela prescrição da TARV é fundamental, uma vez que está associado a baixos níveis de abandono do tratamento, diminuição de filas e aumento da confiança entre os profissionais. No entanto, esta prática avançada ainda apresenta desafios aos profissionais, como deficiência na formação base, suprimentos inadequados e alta carga horária trabalhada. Por fim, as limitações deste estudo estão relacionadas ao baixo número de artigos disponíveis sobre a temática e a ausência de estudos com maior nível de evidência. Todavia, apesar das limitações citadas, acredita-se ter contribuído para a construção de informação sobre a TARV liderada por enfermeiros. Conclusão: o manejo TARV por enfermeiros amplia o acesso à saúde e descentraliza o cuidado às pessoas que vivem com HIV/Aids. São necessários estudos e ações que fortaleçam a autonomia da enfermagem frente às práticas avançadas, como a prescrição e acompanhamento da TARV.