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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A INCORPORAÇÃO DA ENFERMAGEM EM COOPERATIVAS HOSPITALARES: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Relatoria:
ANDRESSA DE OLIVEIRA SOARES
Autores:
  • Andressa Ferreira Gomes de Souza
  • Rafael Siqueira de Carvalho
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: No Brasil, o cooperativismo conta com uma legislação específica para as Cooperativas, que reconhece e regulamenta as características e os princípios desse tipo de organização. A terceirização dos profissionais de saúde sob a via de cooperativas, já constitui uma realidade. Os enfermeiros, inseridos no setor terciário da economia, particularmente nos serviços de saúde, estão sujeitos a transformações contextuais do mercado de trabalho em saúde do país. A forma como o mercado tem se comportado frente às novas tendências de trabalho traz à tona a estratégia das cooperativas. Tem-se notícias de cooperativas desde o século XIX, mas no Brasil, a partir da década de 90, as cooperativas da área da saúde tiveram um grande crescimento nas regiões urbanas, sobretudo em função das crises financeiras e da retração no mercado formal. OBJETIVO: Analisar a atuação dos enfermeiros em cooperativas hospitalares, explorando os principais desafios e oportunidades. MÉTODO: Este estudo utilizará como método uma revisão bibliográfica, tendo os critérios de inclusão: Estudos que abordem diretamente a incorporação da enfermagem em cooperativas hospitalares, artigos publicados e revisados por pares. Estudos publicados nos seguintes idiomas: inglês e português. Os Critérios de exclusão foram: Estudos que não abordam especificamente a enfermagem em cooperativas de saúde. Foram encontrados 4 artigos após o último filtro que respeitam todos os critérios supracitados. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Os profissionais de saúde têm aderido às cooperativas como oportunidade, devido a diversos fatores: pela livre e voluntária adesão; aspiração de manter uma condição de autonomia no mercado de trabalho, pela perda das tradicionais vantagens de remuneração diferenciada da aposentadoria no sistema de previdência pública; e pela criação do vínculo. De acordo com a literatura os principais desafios estão ligados a falta de benefícios estatutários, a não criação de vínculo trabalhista gerando insegurança tornando serviço transitório, na unidade da prestação de serviço a alta rotatividade gera um impacto significativo, diante disto os gestores precisam utilizar estratégias para engajar os cooperados. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Tendo em vista que a incorporação de cooperativas em hospitais privados é uma tendência, e que é escasso estudos científicos que evidenciem as oportunidades e desafios desta inovação, contribuímos para o pensamento crítico a fim de sugerirem novos horizontes para a profissão.