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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ICTERÍCIA FISIOLÓGICA ASSOCIADA AO QUADRO DE SÍFILIS CONGÊNITA: O MANEJO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM AO QUADRO CLÍ
Relatoria:
Jessica Maria da Silva Buarque
Autores:
  • Thaynara Travassos Paz de Freitas
  • Bianca Freire de Castro
  • Maria Eduarda Marques Machado da Silva
  • Ericka Azevedo dos Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A icterícia fisiológica (IF) surge entre 48 e 72h após o nascimento devido à imaturidade das células hepáticas, sendo um dos problemas mais frequentes no período neonatal, correspondendo à expressão clínica da hiperbilirrubinemia. Destarte, a IF pode estar associada à sífilis congênita (SC), uma infecção causada pelo Treponema pallidum, transmitida por via transplacentária. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por discentes de enfermagem diante de um caso de diagnóstico de IF. Metodologia: Trata-se de um estudo qualitativo e descritivo, do tipo relato de experiência, acerca da ação de discentes na assistência à criança com IF associada ao diagnóstico de SC, no 10º andar do Hospital das Clínicas-UFPE, em Recife-PE, durante março de 2023. Resultados: Lactente, nascido em 28/02/2024, com IG: 38s3d, PN: 4.285g, GIG e diagnosticado com risco metabólico devido ao histórico materno de Diabetes Mellitus (DM) e Hipertensão (HAS). Durante a consulta do recém-nascido (RN) em 05 de março de 2024, foram observadas máculas hiperemiadas na região facial devido ao tratamento da IF (2+/4+) com fototerapia, possivelmente relacionadas ao histórico materno de DM e HAS. Na ausculta cardíaca, foi detectado um sopro cardíaco, e o RN apresentou tremores finos durante o estado de vigília. Além disso, foi diagnosticado com SC devido à exposição à sífilis não tratada pela mãe, recebendo tratamento com penicilina benzatina por via endovenosa a cada 8h. Diante dessa situação, tornou-se crucial durante a assistência ao paciente o monitoramento da evolução da IF e a consideração do histórico clínico da mãe para fornecer tratamento adequado e prevenir complicações. Conclusão: A IF no RN é de extrema importância, especialmente considerando o diagnóstico prévio de sífilis durante a gestação. O conhecimento dos sinais e sintomas dessa infecção, aliado às testagens durante o pré-natal, permite identificar sua evolução e direcionar estratégias terapêuticas. Nesse contexto, o uso de penicilina benzatina para a gestante durante a gravidez e para o RN é essencial, não apenas para o tratamento da sífilis, mas também para mitigar potenciais complicações como a icterícia neonatal. Essa abordagem integrada ao manejo clínico da gestante e do RN contribui para uma melhor qualidade de assistência à saúde materna e neonatal, destacando a importância da vigilância e intervenção precoce em casos semelhantes.