
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO EM PACIENTES ACAMADOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
Relatoria:
Thaís Roberta de Oliveira Araújo
Autores:
- Enzo Riell Oliveira Soares
- Ian Melo Araújo
- Priscilla Costa Diolindo
- Lorenna Ribeiro dos Santos
- Fabio Rodrigues Trindade
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O surgimento da LPP devido pressão prolongada sobre protuberância óssea ou dispositivo médico é um problema multifatorial e a enfermagem desempenha papel crucial na prevenção e redução do risco de infecções através de procedimentos aplicados em pacientes acamados em UTI, já debilitados e com mobilidade reduzida. A ocorrência da LPP reflete a qualidade dos serviços e a prevenção é necessária devido ao longo período cicatricial e alto custo no tratamento. OBJETIVO: Identificar na literatura científica estudos que apontam ações de enfermagem para a prevenção de LPP em pacientes acamados em UTI. METODOLOGIA: Trata-se de uma Revisão Integrativa, realizada em junho de 2024, com questão norteadora "Quais estratégias de enfermagem são eficazes na prevenção de lesões por pressão em pacientes acamados em UTI?". A busca foi realizada nas bases LILACS, MEDLINE e Scopus, com os descritores: "Lesões por pressão", "Pessoas acamadas" e "Unidade de terapia intensiva", combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos de 2019 a maio de 2024, completos e disponíveis online em inglês, português e espanhol. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Levantou-se 45 artigos e foram selecionados 4, sendo um da BVS, dois da Scopus e um da MEDLINE. A incidência de LPP em pacientes acamados em UTI apresenta redução quando os enfermeiros adotam uma abordagem abrangente com o monitoramento dos SSVV, alerta em situações de risco de vida e avaliação da pele para preservação da integridade durante o tratamento hospitalar. Destaca-se ainda a importância do pacote padrão de cuidados na prevenção de LPP, que incluem suplementos de silicone, protetores de pele, avaliações projetadas, reposicionamento a cada 2 horas através de travesseiros e toalhas bem como tecnologias avançadas para distribuir pressão e temperatura regular, melhorando a qualidade do cuidado. Apesar disso, ainda torna-se necessário atenção às recomendações e atualizações das diretrizes, já que elas norteiam o profissional na decisão da intervenção adequada para cada estágio da LPP. CONCLUSÃO: O estudo permite identificar ações realizadas pela equipe de enfermagem para a prevenção das LPP através do conhecimento do risco de desenvolvimento dessas lesões. Constata-se que prevenir e tratar são atividades complementares e que o manejo na UTI pode ser desafiador devido a necessidade de determinar o tempo correto para posicionar pacientes críticos a fim de entender a importância da atividade no custo do tratamento das LPP.