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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O PAPEL DOS ENFERMEIROS NA REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: ABORDAGENS HUMANIZADAS NO CUIDADO MATERNO
Relatoria:
Kallyta Karollynne Sales Sousa
Autores:
  • Willk dos Santos Meneses Reis
  • Sabrina Maciel da Costa
  • Daiane Gabrielly Nobrega Coelho
  • Luana Pereira Almeida
  • Erick Santos de Oliveira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A violência obstétrica é um problema que afeta inúmeras mulheres durante o período gestacional, parto e pós-parto, caracterizada por práticas desumanizadoras, abusivas e negligentes no atendimento à saúde. Na assistência ao parto, diversos profissionais desempenham um papel crucial na redução ou prevenção de intervenções inadequadas para a mãe e o bebê, sendo a equipe de enfermagem protagonista nesse processo. Nesse contexto, o papel do enfermeiro é decisivo para o combate a essas práticas, promovendo um atendimento humanizado e respeitoso. OBJETIVO: Avaliar o papel do enfermeiro na redução da violência obstétrica, com foco para um cuidado humanizado. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada através de artigos científicos selecionados no mês de junho de 2024, a partir das bases de dados: Scielo e BVS. Foram utilizados os seguintes descritores: “Violência obstétrica”, “Enfermagem”, e “Gestantes”. Aplicando-se os filtros: Artigos publicados nos últimos 5 anos, idiomas português e inglês. Foram encontrados 27 artigos e após leitura na íntegra foram selecionados 6 para compor a amostra dessa revisão. RESULTADOS/DISCUSSÃO: No Brasil, estudos revelam que uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de violência durante o parto, incluindo procedimentos dolorosos, como a episiotomia, realizados sem consentimento ou informação adequada, além da falta de analgesia e casos de negligência. Observou-se que, através de uma abordagem humanizada e baseada em evidências, os enfermeiros são capazes de criar um ambiente acolhedor e seguro para as gestantes. Práticas respeitosas como comunicação efetiva, respeito à autonomia da paciente e apoio emocional contínuo são essenciais para reduzir a violência obstétrica. A capacitação contínua dos enfermeiros em direitos das mulheres e cuidado humanizado tem mostrado ser eficaz na promoção de um atendimento obstétrico de qualidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A violência obstétrica representa ameaça ao bem-estar físico e emocional das gestantes, deixando traumas profundos e perenes. É essencial que os profissionais de saúde, especialmente os enfermeiros que acompanham as gestantes desde o pré-natal, sejam capacitados para identificar e intervir em casos de violência obstétrica, promovendo práticas baseadas no respeito aos direitos das mulheres. Assim, pode-se caminhar em direção a um cuidado obstétrico verdadeiramente centrado na mulher, livre de qualquer violência ou experiência emocional desagradável.