LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INOVAÇÃO DO FUTURO DA ANESTESIOLOGIA: ENFERMEIROS ANESTÉSICOS NOS BLOCOS CIRÚRGICOS DO BRASIL
Relatoria:
Lua Beatriz Nascimento Soares
Autores:
  • Josiedna Abreu Pinheiro
  • Raynara Beatriz Magalhães Morais
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A especialização em Anestesiologia no Brasil é exclusiva para médicos através das residências profissionais, diferente de países como França, Inglaterra e EUA, onde enfermeiros anestesistas são regulamentados. O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) há tempos debate a inclusão dos enfermeiros nessa especialidade, crucial para inovações nos blocos cirúrgicos. Evidências internacionais destacam a contribuição dos enfermeiros anestesistas, sugerindo mudanças positivas e uma abordagem mais inclusiva no Brasil. Objetivo: Evidenciar as discussões e futuras perspectivas sobre a especialização do enfermeiro como anestesiologista no Brasil, em busca de inovação na saúde brasileira. Método: Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter exploratório e descritivo, usando o Portal de Periódicos CAPES, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed, através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Anestesiologia”, “Enfermeiros”, “Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde”. As buscas, feitas em junho de 2024, focaram estudos originais em espanhol, inglês, francês e português, resultando na seleção de 4 dos 15 artigos encontrados, conforme critérios de inclusão estabelecidos. Resultados e Discussão: Os estudos indicam aumento da especialização em anestesiologia internacionalmente, com evoluções ao longo dos anos. Desde o século XIX, enfermeiros anestesistas, formados por freiras católicas em países como Sérvia, Suíça e EUA, foram os principais provedores de anestesia, especialmente em zonas militares. No século XX, médicos especialistas em anestesia ganharam destaque, relegando enfermeiros à assistência. Hoje, em países como Quênia e Etiópia, atuam autonomamente. Na França, os enfermeiros têm autoridade nos cuidados anestésicos, variando entre setores públicos e privados. No Brasil, há escassez de médicos anestesistas, sugerindo que a especialização de enfermeiros poderia ser uma solução. No entanto, discussões entre COFEN e CFM atrasam essa possibilidade, embora estudos apontem que a percepção de risco anestésico pode ser socialmente construída para manter a área médica exclusiva. Considerações finais: Portanto, os estudos destacam que a enfermagem anestésica pode ser autônoma, melhorando a oferta de cuidados básicos e suprindo a falta de anestesiologistas no Brasil. Adaptar programas estrangeiros é essencial para garantir eficácia, enfrentando resistências culturais e institucionais.