
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
O PAPEL DA ENFERMAGEM FRENTE AO COMBATE À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Relatoria:
Giovana Lívia de Figueiredo Lima
Autores:
- Mayra Joselia de Araújo Lima
- Lígia Rosane Silva Feitosa
- Augusto Dantas dos Santos Junior
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência obstétrica é uma forma de violência institucional que ocorre durante a assistência ao parto, caracterizando-se por práticas desrespeitosas, abusivas e negligentes que comprometem a dignidade e os direitos das mulheres. Esta problemática representa um desafio para a prática de enfermagem, que desempenha um papel crucial na promoção de um cuidado humanizado e na defesa dos direitos das pacientes. Assim, é essencial implementar estratégias de cuidado eficazes e orientar os profissionais de saúde sobre a importância de práticas humanizadas. Objetivos: Analisar o papel dos enfermeiros no combate à violência obstétrica, destacando intervenções clínicas e práticas que promovam um atendimento respeitoso e humanizado às gestantes, e apresentar estratégias para capacitar os profissionais de saúde. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica baseada em artigos científicos, diretrizes de saúde pública e estudos de caso que abordam a violência obstétrica e a atuação dos enfermeiros. As fontes foram as bases PubMed, Scielo e Google Acadêmico,sendo publicações dos últimos cinco anos. Resultados: Foram encontrados 342 estudos no total que, após leitura de títulos e resumos foram inseridos cinco documentos, que demonstraram que a educação continuada e a capacitação dos enfermeiros são fundamentais para o combate dessa violência. Programas de formação que enfatizam a humanização do parto, o respeito aos direitos das mulheres, criação e implementação de protocolos e diretrizes que promovam a humanização do parto, junto à formação de equipes multidisciplinares, são estratégias para melhorar a qualidade do cuidado. A utilização de tecnologias, como sistemas de feedback das pacientes e ferramentas de monitoramento da qualidade do atendimento, mostraram-se úteis para identificar práticas inadequadas e promover melhorias contínuas. Conclusão: Os enfermeiros têm um papel essencial no combate à violência obstétrica, atuando como defensores dos direitos das mulheres e promotores de um cuidado humanizado. Estratégias que combinam educação continuada, protocolos de humanização, uso de tecnologias avançadas e coordenação de cuidados multidisciplinares são cruciais para a prevenção da violência obstétrica. A adoção dessas práticas pode melhorar significativamente a experiência das gestantes, promover um ambiente de respeito e dignidade e garantir a segurança da paciente.
Descritores: Violência Obstétrica; Enfermagem; Humanização de Assistência ao Parto.