
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
MANEJO NÃO FARMACOLÓGICO PARA ALÍVIO DA DOR EM UM CENTRO DE PARTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Márcia Cristina Martins de Sousa
Autores:
- Ana Karina Silva Melo Araújo
- Lethycia Caroline Arouche Ferreira
- Kayo Elmano Costa da Ponte Galvão
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: No parto, a mulher experimenta uma série de alterações físicas e hormonais que geram estímulos dolorosos. Em 2000, foi instituído o Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, no qual garante o direito à assistência humanizada durante o parto, além de reduzir a mortalidade materna e neonatal no Brasil. A partir disso, tornou-se necessário a inclusão de medidas não farmacológicas para manejo da dor no parto, devido suas segurança, baixo custo e redução do uso de fármacos. OBJETIVO: Relatar a experiência de estagiárias de enfermagem na aplicação de métodos não farmacológicos para manejo da dor no parto. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, produzido por estagiários do curso de Enfermagem, no período de 25 de Março à 01 de Abril de 2024, no Centro de Parto de um Hospital Universitário. RESULTADOS: Para aplicação destes métodos conforme as necessidades das parturientes, foi utilizada a sistematização da assistência de enfermagem com avaliação e exame físico, realizados de forma periódica, para monitorar o trabalho de parto. Sendo avaliados os aspectos necessários para implementação dos métodos não farmacológicos e suas orientações, objetivando o esclarecimento para as parturientes. Desta forma, foram observados que as principais barreiras que geram um trabalho de parto prolongado e aumento da dor, envolve principalmente a falta de conforto à parturiente, no ambiente hospitalar. Por meio de uma escuta qualificada, ofereceram-se métodos que geram autonomia e conforto para redução da dor, entre eles: banho por aspersão quente, bolsa com água morna, verticalização, musicoterapia, etc. Tendo como principais benefícios: a redução da dor, aumento da confiança, melhora dinâmica uterina, com contrações mais efetivas. Em parturientes primíparas, percebe-se redução do tempo do trabalho de parto, que conforme evidências científicas, duram até 18 horas. Com aplicação dos métodos, observou-se uma duração média de 4 horas na assistência prestada pelos estagiários, diminuindo o risco de lacerações e melhora na assistência materna e fetal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Pelo exposto, ratifica-se a importância da aplicação dos métodos para manejo da dor e eficiência da equipe de enfermagem para a humanização da assistência durante o trabalho de parto, proporcionando uma efetiva abordagem no cenário parturitivo. Reitera-se que a participação de estagiários no manejo da dor no trabalho de parto fortalece as boas práticas baseadas em evidências científicas.