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Anais - 18º CBCENF

Resumo

Título:
O PAPEL DO ACOMPANHANTE NO AMBIENTE HOSPITALAR: INTERVENÇÃO DO PET/SAÚDE REDES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Relatoria:
ALINE DE OLIVEIRA RIBEIRO
Autores:
  • Ilziney Simões da Silva Correia
  • Gabryella Garibalde Santana Resende
  • Flávio Aragão Silva
  • Milena Maria Macedo Pereira
Modalidade:
Pôster
Área:
Educação, política e vulnerabilidade social
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução A participação do acompanhante e visitante na promoção e manutenção de um ambiente terapêutico proporciona continuidade das relações afetivas, segurança ao doente diante de um cotidiano desconhecido e, consequentemente, promove recuperação ou conforto durante os cuidados paliativos. Sob a ótica da equipe de enfermagem e do próprio paciente, o familiar pode participar como membro da equipe de trabalho tornando-se também responsável pela assistência prestada e contribuindo para a integralidade cuidado. Objetivos -Sensibilizar os visitantes e acompanhantes dos clientes da enfermaria de um HPP situado no município de Aracaju/SE sobre seu papel no hospital; Esclarecer dúvidas dos participantes quanto aos cuidados e o respeito aos clientes e à equipe de saúde multiprofissional. Metodologia A roda de conversa foi o método utilizado para aproximar o facilitador dos participantes, e gerar uma comunicação democrática com aproveitamento das experiências para a construção coletiva e em ato do conhecimento, as rodas de conversa conferem maior ênfase à educação em saúde como espaço dialógico e solidário. Os recursos didáticos utilizados foram datashow, notebook, caixas de som e vídeos educativos. Resultados (relato de experiência): Durante o estágio do PET RUE nesta unidade, observou-se na enfermaria as seguintes irregularidades relacionadas aos acompanhantes e visitantes: número aumentado destes dentro do setor; ruídos de conversas e aparelhos eletrônicos; oferecimento de alimentos não prescritos aos clientes; compartilhamento do leito; uso de cigarros em banheiros; visitas em horários não previstos. As práticas educativas são justificadas pelas referidas situações e foram realizadas quinzenalmente durante dois meses. A ação consistiu da apresentação de slides e vídeos educativos, com interrupções para perguntas, esclarecimentos de dúvidas e para relatos de experiências. Os participantes relataram desconhecimentos sobre a sua importância no hospital. Queixaram-se de estrutura física inadequada para o acolhimento dos acompanhantes. Conclusões: Estas intervenções proporcionaram reflexão e auto-crítica aos participantes sobre os cuidados a serem feitos no ambiente hospitalar em prol da melhoria das condições de saúde dos clientes, e de uma assistência de qualidade. Além disso, permitem reconsiderar o acompanhante como elemento importante para ajudar na recuperação do paciente bem como repensar na necessidade de criar uma política de atendimento ao acompanhante.