
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERCEPÇÕES DE ADOLESCENTES QUE VIVEM COM DOENÇAS CRÔNICAS FRENTE AO PROCESSO DE HOSPITALIZAÇÃO
Relatoria:
ELLEN MARCIA PERES
Autores:
- Marcelle Lopes Oliveira de Souza
- Priscila Cristina da Silva Thiengo de Andrade
- Dayana Carvalho Leite
- Helena Ferraz Gomes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: É fundamental compreender como os adolescentes enfrentam o processo de hospitalização, visando conhecer suas experiências e vivências, e a partir das mesmas, propor estratégias de assistência segura e qualificada, ancoradas nos princípios da garantia dos direitos, da integralidade do cuidado, da autonomia e da liberdade. Objetivo: levantar a percepção de adolescentes que vivem com doença crônica sobre o processo de hospitalização. Método: Recorte de uma pesquisa de trabalho de conclusão do curso da graduação de enfermagem. Pesquisa exploratória, descritiva, qualitativa, desenvolvida numa enfermaria especializada, de um hospital universitário. Participaram do estudo 16 adolescentes hospitalizados que vivem com doenças crônicas. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro e maio de 2024, através de um roteiro de entrevista semiestruturado. Pesquisa aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa sob n° de parecer 6.468.489. Os dados foram analisados através de análise de conteúdo de Bardin. Resultados/discussão: houve predomínio do feminino, com idade entre 10 e 17 anos, ensino fundamental incompleto, religião evangélicos. Quanto ao diagnóstico médico, as afecções do sistema reumatológico preponderaram sobre as demais. Sobre os motivos de internação houve predomínio do tratamento de complicações da doença de base. Dessa realidade, emergiu a categoria: “percepções positivas e negativas do processo de hospitalização”. A forma positiva de tais percepções foi identificada nas manifestações dos adolescentes voltadas à melhora dos sintomas e o tratamento adequado oferecido pela equipe de saúde. Eles ainda apontaram o cuidado prestado pela equipe multiprofissional e a presença da família como rede de apoio. No que tange as percepções negativas, os adolescentes destacaram os procedimentos realizados e as terapêuticas, o ambiente hospitalar bem como dinâmica hospitalar, e o doloroso afastamento do convívio social, tão importante, nessa etapa de suas vidas. Conclusão: foi possível identificar que os adolescentes percebem a hospitalização de forma dicotomicamente antagônica, tendo de um lado, plena sensação de se sentir cuidado, e de outro, a angústia do distanciamento da casa, dos familiares e amigos, e frequência dos procedimentos dolorosos. Com base no exposto, recomenda-se mais estudos sobre o processo de hospitalização de adolescentes com agravos agudos e crônicos, e assim, contribuir para a produção de cuidados baseados em evidências.