LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM PÉ TORTO CONGÊNITO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Wanne Letícia Santos Freitas
Autores:
  • Maria Cecília Santos da Silva
  • Lays Oliveira Bezerra
  • Daniela Orlayne de Sousa Pereira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Pé torto congênito (PTC) é uma alteração ortopédica caracterizada pela deformidade do pé, que pode comprometer o crescimento, desenvolvimento e a qualidade de vida da criança e da família. Objetivo: relatar as dificuldades da assistência de enfermagem ao paciente com pé torto congênito região do baixo amazonas, Pará. Métodos: Estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado durante residência multiprofissional de ortopedia e traumatologia. O tratamento é realizado no hospital de alta e média complexidade do baixo amazonas. O tratamento, método de Ponseti, deve ser realizado nos primeiros meses de vida e possui 3 fases. Fase 1, consiste na correção, sendo realizado as manipulações e o aparelho gessado. Fase 2, de manutenção, uso de órtese por um período prolongado. Fase 3, de acompanhamento, deve-se observar o crescimento e o surgimento de recidivas. Resultados: Logo, a equipe de enfermagem deve avaliar as condições biopsicossociais que interferem na realização do tratamento. Desse modo, foi evidenciado as principais implicações para realização do procedimento: dificuldades de acesso ao serviço; continuidade do tratamento e cuidado com o aparelho gessado. As dificuldades de acesso e a continuidade do tratamento é evidenciada pela alta demanda hospitalar e as limitações de transporte nas comunidades ribeirinhas. O baixo amazonas possui diversas comunidades ribeirinhas que vivem da pesca, cultivo de plantações e pastoreio de animais com transportes predominantemente fluviais. Logo, as famílias encontram dificuldades econômicas para manter-se ou se deslocar ao serviço constantemente. Outrossim, observa-se também que o tempo prolongado de tratamento associado às condições de cuidado da família podem prejudicar as condições do aparelho gessado, muitas crianças retornam ao serviço sem imobilização ou em condições precárias de higiene, prejudicando a pele da criança ou a correção da deformidade. Conclusão: A assistência de enfermagem perpassa por todas as fases de tratamento, sendo imprescindível no processo de reabilitação, pois irá orientar, ensinar e auxiliar a criança/família nos cuidados e condutas no ambiente domiciliar. Ademais, apesar do serviço oferecer o tratamento, as condições econômicas e sociais da família interferem no processo de cura. Portanto, espera-se que os gestores de saúde possam elaborar políticas públicas mais eficazes, considerando as características regionais e condições de vulnerabilidade da família.