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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO AO PACIENTE EM CRISE DE ABSTINÊNCIA
Relatoria:
Fernanda Costa Primo de Souza
Autores:
  • MARIA EDUARDA SILVA MATOS
  • ZULEIDE MARIA AMORIM DOS SANTOS SILVA
  • Maria Bianca Pereira Freitas
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: No Brasil, cerca de 284 milhões de pessoas fizeram uso de drogas no ano de 2020, número esse que representa um crescimento de 26% se comparado ao ano anterior. A dependência de drogas lícitas e ilícitas é considerada uma doença de acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS, a abstinência ocorre quando o usuário deixa de fazer uso da substância de abuso, gerando assim uma cadeia de manifestações físicas e psicológicas. A assistência ao paciente em crise de abstinência ainda apresenta-se como um desafio para equipe de saúde, pois necessita de conhecimento complexo e atenção multidisciplinar. A partir do exposto, nota-se a necessidade de estudos e capacitações acerca das intervenções a serem realizadas. OBJETIVO: Sintetizar evidências científicas sobre os desafios enfrentados pela enfermagem na assistência ao paciente em crise de abstinência. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada em junho de 2024, pautada na questão norteadora “Quais desafios são enfrentados pela equipe de enfermagem na assistência ao paciente em crise de abstinência?”. Os dados foram coletados do banco de dados Scielo, AcervoMais, Biamah e Rsdjournal. Foram incluídos artigos científicos disponíveis na íntegra, de modo online e gratuito, nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados entre 2020 e 2024. Dos trabalhos identificados, 5 respondiam à questão norteadora e compuseram a amostra. RESULTADOS: Os sintomas da abstinência vão desde tremores e sudorese até alterações de humor e sintomas psíquicos, sintomas esses que podem ser confundidos com outras patologias, gerando um atraso no diagnóstico e intervenções deficientes. Para além de tratamento físico, o paciente em crise de abstinência apresenta a necessidade de acompanhamento psicológico e emocional contínuo, tal necessidade muitas vezes não é sanada por conta da ausência de recursos, falta de capacitação e intensa demanda do setor que sobrecarrega o profissional e não permite a prestação de saúde adequada. CONCLUSÃO: Pode-se, portanto, concluir que a assistência de enfermagem é de suma importância ao paciente em crise de abstinência, podendo traçar a melhora ou a piora no quadro do paciente. A partir disso, nota-se a necessidade de maior investimento em capacitações, criações de protocolos nas instituições de saúde e adesão de disciplinas que abordem a temática nos cursos de graduação em saúde, a fim de promover assistência de saúde de qualidade.