
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERCEPÇOES DE ENFERMEIROS SOBRE O PROCESSO DE FINITUDE E MORTE: NEXOS COM A PRÁXIS
Relatoria:
Érika Gomes Freitas
Autores:
- Emilly Giovanna Costa Dias
- Giovanna Ribeiro dos Santos Negreiros
- Laisa Carine Ferreira Moura
- Giovanna dos Santos Castro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: Lidar com o processo de morte e morrer dentro do contexto de cuidados paliativos requer sensibilidade, empatia e comunicação eficaz. Profissionais de saúde ajudam os pacientes e suas famílias a enfrentarem as emoções complexas associadas ao fim da vida, proporcionando conforto, dignidade e suporte contínuo. Objetivo: Apreender as percepções dos profissionais de enfermagem frente ao processo de morrer e morte. Método: Estudo qualitativo, descritivo, realizado em um hospital terciário em Floriano-PI, no período de 2023 a janeiro de 2024. A amostra incluiu enfermeiros com mais de um ano de experiência. Dados foram coletados via questionários e entrevistas semiestruturadas, gravadas e anonimizadas. A análise dos dados sociodemográficos foi realizada com o Microsoft Excel, enquanto os dados qualitativos foram examinados utilizando a análise de conteúdo de Bardin. Esta pesquisa é um recorte, focando apenas na categoria: “Percepções sobre processo de finitude e morte”. A pesquisa foi aprovada pelo CEP da UFPI sob o número 6.479.721. Resultados: O estudo contou com a participação de 07 sujeitos, dos quais 03 eram do sexo masculino e 04 do sexo feminino. No que diz respeito ao tempo de formação, 05 participantes tinham 03 ou mais anos de experiência. Apenas 02 participantes haviam tido acesso ao conteúdo de tanatologia durante a graduação. Quando questionados sobre como lidam com a morte, as respostas variaram: “Não sei lidar.” e “De maneira profissional, compreendendo que é o ciclo fisiológico humano, tento ao máximo não deixar a emoção aflorar a ponto de interferir na qualidade da assistência prestada.”, “Nem sempre estamos preparados para a morte, porém é uma certeza que temos. É essencial buscar ajuda profissional e encontrar meios para vivenciar essa fase dolorosa.” Falar sobre a morte pode desencadear muitos sentimentos, como medo e negação. Porém ainda que anunciadas como naturais, as reações podem se apresentar de diferentes formas, pois o assunto é discutido e vivenciado de maneira singular por cada um. Considerações finais: É perceptível que a falta de preparo emocional de alguns profissionais diante da morte pode acabar afetando sua capacidade de prestar assistência de qualidade, ressaltando a importância do apoio psicológico e do desenvolvimento de habilidades de comunicação empática com o paciente e seus familiares.