
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO MANEJO CLÍNICO DO PACIENTE NEUROCIRÚRGICO EM USO DE DERIVAÇÃO VENTRICULAR EXTERNA
Relatoria:
Aline Gonçalves Machado
Autores:
- Mariane Cardoso Carvalho
- Tatiana de Sena Leitão
- Virginia Ramos dos Santos Souza
- Rose Ana Rios David
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A derivação ventricular externa (DVE) é considerada padrão ouro no tratamento dos pacientes com patologias neurológicas onde ocorre a hipertensão intracraniana (HIC). A DVE permite a monitorização contínua e auxilia na redução da pressão intracraniana, através da drenagem de líquido ou sangue pela bolsa coletora, possui riscos de complicações graves, que podem ser prevenidas com medidas simples através dos cuidados de enfermagem. Objetivo: descrever os cuidados de enfermagem prestados ao paciente neurocirúrgico em uso do cateter de DVE. Metodologia: relato de experiência sobre a vivência de enfermeiras residentes em terapia intensiva, no cuidado prestado ao paciente neurocrítico em uso de DVE, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital público de grande porte, localizado na cidade de Salvador, Bahia, no período de julho de 2024. Resultados: Na admissão do paciente, cabe ao enfermeiro certificar-se da localização e permeabilidade da drenagem ventricular, posicionando o paciente em decúbito dorsal, com alinhamento mento-esternal e cabeceira elevada a 30º. O sistema é então fixado em suporte exclusivo para esta finalidade, mantendo a altura da bureta coletora no valor definido em mmHg conforme a prescrição do neurologista, sendo que o ponto zero do sistema deve estar alinhado ao meato acústico externo, fazendo uso de régua niveladora. Quando necessária a mudança na altura da cabeceira do leito, o circuito proximal da cabeça do paciente deve ser interrompido, fechando o clamp, mantendo a bolsa de drenagem bem fixada, evitando alterar nível e drenagem inadvertida. Na UTI em questão, era verificado e registrado o conteúdo drenado a cada 2 horas, e, contabilizado no balanço hídrico a cada 6 horas; não esquecer de abrir o cateter de DVE depois da realização de qualquer procedimento; cuidados no esvaziamento da bolsa coletora da DVE a cada 24 horas, ou antes se necessário; avaliação do aspecto e volume do resíduo com registro em prontuário. Considerações finais: os cuidados de enfermagem prestados ao paciente neurocirúrgico em uso do cateter de DVE estão relacionados a manutenção e manipulação do cateter de DVE, considerado conhecimento técnico/científico para garantir uma assistência segura, focada na prevenção de complicações e no cuidado individualizado do paciente.