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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE RISCO E IDEAÇÃO SUICIDA ENTRE OS DISCENTES DE ENFERMAGEM
Relatoria:
Ezequias Lúcio de Lima
Autores:
  • Bruna martiniano lima
  • Nathália Luisa da Silva Vila Nova
  • Silvânia Pontes Oliveira da Silva
  • Lourdes Mariana da Silva
  • Emmily Fabiana Galindo de França
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O suicídio caracteriza-se como um comportamento autolesivo fatal com evidências implícitas ou explícitas de que o indivíduo tinha a intenção de morrer. Esse fenômeno afeta o público em sua maioria entre 15 a 29 anos, os quais frequentemente estão em um período de formação superior, fase marcada por mudanças intensas que desencadeiam crises, como alteração da rotina e novas responsabilidades, que podem culminar em dificuldades de adaptação e os tornam vulneráveis ao suicídio. Objetivo: Evidenciar os fatores de risco e ideação suicida entre os acadêmicos de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, onde realizou-se um levantamento na plataforma digital: BVS e na base de dados: PubMed. Utilizou-se o DeCS/MeSH para a seleção dos descritores em saúde: Universitários; Enfermagem; Suicídio e Risco, com o auxílio do operador booleano AND, resultou-se em 668 materiais. Após aplicar os filtros de inclusão: Artigos gratuitos disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês, espanhol e francês; entre os anos 2019 a 2024, a partir disso obteve-se 238 artigos, que após analisados em revisão por pares, selecionou-se 13 artigos para a amostra final. Resultados e Discussão: Evidenciou-se que estudantes que mudam de cidade ou viajam diariamente para estudar reduzem seus contatos sociais, o que interfere na rede de apoio e relaciona-se diretamente com o aspecto da angústia e solidão. Além disso, grande parte desses estudam à noite e levam uma rotina de dupla jornada entre estudo e trabalho, resultando em sobrecarga psicológica que afeta o desempenho acadêmico. O curso de enfermagem é composto em sua maioria por mulheres, solteiras e de baixa condição socioeconômica, as quais vivenciam horários exigentes e lidam com o sofrimento alheio devido ao processo de cuidar, o que interfere na qualidade de vida e bem-estar. Esses fatores levam ao comportamento suicida que se intensifica na geração Z devido ao excesso do uso de tecnologias e abuso de substâncias. Conclusão: Em suma, há uma necessidade de programas de intervenção institucionais que visem a promoção da saúde mental e a prevenção do suicídio, onde esses ambientes devem se (re)organizar e implementar estratégias que preencham a lacuna de intervenções. Ressalta-se a importância de espaços de debates frente a temática para reduzir os tabus e disseminação na academia, uma vez que a ideação suicida é um indicador de risco significativo e evitável.