LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
RETORNO AO TRABALHO APÓS O TRANSPLANTE HEPÁTICO
Relatoria:
Dayane Laura da Silva Daniel
Autores:
  • Maria Isis Freire de Aguiar
  • Viviane Monteiro Goes
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O transplante de órgão sólido é uma opção de tratamento para melhorar a qualidade de vida de pessoas de qualquer idade, que apresentam doença crônica de caráter irreversível e em estágio final. Neste contexto, o transplante hepático na vida moderna não pode mais ser considerado apenas para prolongar a sobrevivência, mas para alcançar a recuperação funcional completa e a reintegração psicossocial com um retorno à vida ativa e produtiva. Objetivo: O estudo teve como objetivo geral verificar quais fatores interferem no retorno ao trabalho para o paciente transplantado hepático. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, observacional, transversal, com abordagem quantitativa que foi realizado no ambulatório de transplante hepático do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará, durante os anos de 2018 a 2023. A população do estudo foram todos os pacientes transplantados de fígado acompanhados no HUWC, com idade a partir de dezoito anos, que estavam com o período mínimo de 3 meses pós-transplante entre os anos de 2002 a 2023, excluindo pacientes impossibilitados de contato ou que apresentavam dados incompletos no prontuário, totalizando a amostra de 168 pacientes. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista e análise de prontuário e pasta-arquivos dos receptores de transplante de fígado do HUWC. A pesquisa atendeu às normas regulamentadoras da pesquisa com seres humanos, em conformidade com a Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional da Saúde, e a Resolução 510/2016. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará e pelo Comitê de Ética do HUWC, instituição co-participante da pesquisa.Resultados: Segundo os dados obtidos, uma proporção substancial de receptores de TH é incapaz de retomar suas ocupações (55,3%) após o TX, e dos que retornaram ao trabalho, a maioria (69,2%) retornou dentro de um ano, seguido de 19,8% em até dois anos e 10,8% em até cinco anos, porém 53,5% tiveram algum tipo de dificuldade neste retorno. Conclusão: Dessa forma, estudos de intervenção que visem melhorar a saúde física e mental pré e pós TH devem ser realizados para promover o retorno às atividades produtivas dos pacientes, uma vez que a níveis societários e econômicos, o emprego melhora a utilidade dos custos com os TXs, além de estar envolvido na autoestima e qualidade de vida do paciente.