
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM RESIDENTES DE UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO BICO DO PAPAGAIO-TO
Relatoria:
Daniela Assunção Reis
Autores:
- Lílian Natália Ferreira de Lima
- Ana Maria da Costa Teixeira Carneiro
- Anna Luisa Soares Pereira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A educação em saúde e o planejamento familiar são essenciais para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Contudo, o acesso a esses serviços é baixo em comunidades quilombolas brasileiras. Desigualdades raciais e fatores socioeconômicos podem influenciar os determinantes de saúde dessa população. Objetivo: Identificar os fatores associados ao quantitativo de ISTs em residentes de uma comunidade quilombola. Metodologia: Esta pesquisa é de campo, do tipo transversal e quantitativa. Aplicou-se um questionário aos residentes da comunidade quilombola Prachata, localizada na microrregião do Bico do Papagaio-TO, com parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) nº: 6.149.933. A população total da comunidade foi de 12 pessoas. Para a tabulação dos dados, utilizou-se o programa Microsoft Office Excel® 2019, realizando a estatística descritiva dos resultados. Resultados e Discussões: 66% dos entrevistados eram do sexo masculino e 34% do sexo feminino. Em termos de ocupação, 34% atuavam como pescadores, 19% eram aposentados ou pensionistas, 8% eram pescadores, 8% eram trabalhadores rurais, 8% eram donas de casa e 8% agentes de saúde. Quanto à raça/cor, todos os participantes eram negros. Em relação à escolaridade, 59% tinham o ensino fundamental incompleto, 16% o ensino médio incompleto, 17% o ensino médio completo e 8% eram analfabetos. Nenhum dos participantes possuía piercings e apenas 8% tinham tatuagens. 58% tinham vida sexual ativa e 42% não. Sobre o uso de preservativos nas relações sexuais, 75% não utilizavam, 8% não responderam e 17% utilizavam. 58% haviam tomado a vacina contra hepatite B, 26% não souberam informar e 16% não tomaram. 42% já contraíram ISTs, 50% não e 8% não souberam dizer. Em relação à vacinação contra o Papiloma vírus Humano (HPV), 41% haviam tomado a vacina, 34% não tomaram e 25% não souberam informar. Conclusões: Visto que, quase metade da população já tenha tido alguma IST, uma parte significativa não tenha tomado a vacina contra o HPV e a maioria não utilize preservativo em suas relações sexuais. Estes resultados ressaltam a necessidade de estratégias de saúde pública direcionadas para melhorar o acesso à educação em saúde, planejamento familiar e vacinação, além de conscientizar sobre o uso do preservativo, o uso de preservativos e a prevenção de ISTs.