
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL DOS HOMENS QUE ABANDONARAM O TRATAMENTO DE HEPATITE B DURANTE DOIS ANOS DE PANDEMIA
Relatoria:
Dabryellen Carolina de Souza Rodrigues
Autores:
- Julya dos Santos Dall’ Anora Cuchi
- Letícia Silveira Goulart
- Lorena Araújo Ribeiro Gonçalves
- Débora Aparecida da Silva Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O abandono do tratamento de hepatite B é um grave problema de saúde pública, visto que é considerada uma infecção sexualmente transmissível, podendo levar o indivíduo a óbito. A interrupção do tratamento é vista como crítica, quando ultrapassa um intervalo superior a 90 dias, com a contagem iniciada no primeiro dia de atraso da data prevista da dispensação do medicamento. Objetivo: Descrever o perfil do abandono do tratamento de hepatite B no sexo masculino durante dois anos de pandemia em um município do sudeste mato-grossense. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico, documental, descritivo e de campo. A coleta de dados foi realizada em Rondonópolis, Mato Grosso, de março de 2020 a março de 2022. A população incluiu todos os casos novos diagnosticados de hepatites B notificados e encaminhados para tratamento no Serviço de Atenção Especializada. Os dados foram coletados dos prontuários, caderno de notificação e fichas de notificação compulsória e excluídos os prontuários não encontrados e sem o diagnóstico conclusivo de hepatites B. As análises estatísticas descritivas foram realizadas com Software R. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer:5.735.417). Resultados: Foram notificados 29 casos totais de hepatites B, sendo que em 53,33% (n=16) dos casos ocorreu o abandono do tratamento. A maioria dos casos foi no sexo masculino (68,75%). Dos 11 casos do sexo masculino, predominou faixa etária 40-59 anos (54,54%), raça parda (63,63%) e residência zona urbana (90,9%) dos casos. Quanto ao perfil clínico, prevaleceu fonte de infecção pessoa/pessoa (90,9%), forma clínica crônica/portador assintomático (90,9%), classificação final por confirmação laboratorial (100%) e recebeu esquema completo de vacina para hepatite B (45,45%). Considerações Finais: A maioria dos casos de hepatite B que abandonou o tratamento durante este período pandêmico, foi do sexo masculino e perfil adulto, pardos e com fonte de infecção pessoa/pessoa. Logo, conhecer este perfil é indispensável para que haja democratização do acesso às informações sobre a prevenção da hepatite B, colaborando com a redução e controle dos casos nesta população. Estas estratégias devem ser efetivadas pela equipe interdisciplinar em saúde, a fim de realizar o diagnóstico precoce dos casos e diminuir a possibilidade de abandono de tratamento.