
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ÉTICA E BIOÉTICA NO CUIDADO DE ENFERMAGEM À PESSOA PRIVADA DE LIBERDADE
Relatoria:
Ana Paula da Silva
Autores:
- Jessica Aparecida Majczak
- Tamires da Silva Dutra
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
RESUMO: As condições de vida e saúde da população carcerária, mostram que, embora a legislação tenha por objetivo prevenir o crime e garantir o retorno à convivência social, as precárias condições de confinamento tornam-se um dos empecilhos a esta meta. As pessoas privadas de liberdade, apesar da perda do direito de ir e vir conservam seus demais direitos fundamentais. A manutenção da saúde desta população por profissionais capacitados é primordial para a efetividade do cuidado. O OBJETIVO deste estudo foi identificar barreiras e facilitadores para um cuidado de enfermagem ético à pessoas privadas de liberdade (PPL). MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Foram selecionados publicações dos últimos cinco anos, abordando a ética e a bioética nos cuidados de enfermagem aos presidiários, tendo o seu texto disponível na íntegra, nos idiomas: português, espanhol ou inglês, a partir dos seguintes descritores "prisioneiros" AND "ética" AND "Cuidados de Enfermagem" na bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, Scielo, Scopus e MedLine. Foram selecionados 05 artigos para compor a amostra final desta revisão. RESULTADOS: Observou-se nos estudos que os profissionais de enfermagem desempenham papel crucial na prevenção de doenças e promoção à saúde. Nesse contexto, proporcionar condições de vida digna, abordando aspectos biológicos, sociais, psicológicos e espirituais às PPL é dever dos profissionais de enfermagem, superando os conceitos biomédicos tecnocratas de cuidado e proporcionando um cuidado holístico também a esta população. A falta de recursos materiais, o descaso do poder público em relação à ressocialização dos apenados e a exposição a riscos biopsicossociais são barreiras que causam desgaste emocional aos profissionais e pacientes, a superação destas exige criatividade, um forte senso político e uma dose extra de resiliência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar de existirem estratégias para que a rede SUS funcione de forma que os custodiados tenham um atendimento de saúde digno, o estigma social prevalece nas unidades prisionais. É essencial criar intramuros um ambiente livre de discriminação, cumprindo princípios éticos e bioéticos buscando soluções que garantam o direito à saúde de todos, livres de preconceitos e pautados nos princípios de equidade, justiça e igualdade.