
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
TECNOESTRESSE EM ESTUDANTES DE ENFERMAGEM DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO MARANHÃO
Relatoria:
Dhenifer Rodrigues Lima
Autores:
- Elton Brás Camargo Júnior
- Alexandre Resende Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: O uso de tecnologias de comunicação e informação, com o recurso constante a aplicativos informativos, no trabalho ou na universidade diariamente pode induzir a um estado psicológico negativo, também designado por tecnoestresse. Estudos têm mostrado que estudantes são vulneráveis ao tecnoestresse. Objetivo: Identificar os níveis de tecnoestresse e a relação com variáveis sociodemográficas em estudantes de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e observacional, realizado de forma online com estudantes do curso de enfermagem da Universidade Federal do Maranhão na cidade de Imperatriz, a coleta ocorreu entre agosto a dezembro de 2023. Foram excluídos os participantes que não preencheram corretamente o questionário ou que não responderam a pelo menos 20% dos itens das escalas. Para avaliar os níveis de tecnoestresse foi utilizado a Escala de Tecnoestresse - RED/TIC. Associou-se às variáveis sociodemográficas ao tecnoestresse por meio do teste de Spearman (r). Considerou-se (p >0,001) como estatisticamente significante. Utilizou-se o software SPSS 29.0. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão, parecer n°5.001.422. Resultado: A amostra foi constituída por 126 estudantes de enfermagem, predominantemente do sexo feminino (78,6%), com média de idade de 22 (DP ±5) anos e maior predomínio da faixa etária entre 18 – 23 anos (75,4%). Entre as variáveis sociodemográficas correlacionadas aos domínios do tecnoestresse, apenas a variável renda pessoal, especificamente para aqueles que ganham até um salário mínimo, apresentou uma influência significativa na ineficácia (p = 0,006). Em relação aos domínios do tecnoestresse, a fadiga e ansiedade apresentaram maiores pontuações e as mais baixas foram dos domínios descrença e ineficácia. Conclusão: Desse modo, conclui-se que os estudantes possuem médias mais elevadas nas dimensões de fadiga e ansiedade, e os valores mais baixos em descrença e ineficácia. Sendo assim, sugere-se que mesmo com o excesso de atividades acadêmicas, os alunos tenham à sua disposição programas de recreação e hábitos de vida mais saudáveis.