
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FORMAÇÃO DE PACIENTE EXPERTO EM ESTOMIA INTESTINAL NO BRASIL: REFLEXÃO ANCORADA NA TEORIA COGNITIVA SOCIAL
Relatoria:
MARIA IZABEL REZENDE RODRIGUES
Autores:
- Mariana Freire Fernandes
- Matheus Gabriel Silva
- Iara Lorena Alves de Morais
- Simone Karine da Costa Mesquita
- Isabelle Pereira da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Entende-se por paciente experto a pessoa que assume uma postura ativa de autogestão, capaz de desenvolver habilidades necessárias para o autocuidado, além de representar um elo que auxilia no autocuidado compartilhado com outros pacientes em condições crônicas semelhantes. Objetivo: Refletir acerca da formação de paciente experto em estomia intestinal no Brasil à luz da teoria cognitiva social. Método: Trata-se de um estudo teórico-reflexivo ancorado na teoria cognitiva social de Albert Bandura para discutir acerca da formação do paciente experto em estomia intestinal no contexto brasileiro. Resultados e discussão: A Teoria Cognitiva Social de Albert Bandura explica que os indivíduos são agentes auto-reflexivos, auto-regulados e proativos na construção do próprio comportamento e da coletividade. A “autoeficácia” é seu principal conceito e corresponde às percepções que uma pessoa tem sobre suas capacidades em alcançar resultados almejados, determinantes para o desenvolvimento de habilidades e conhecimento. Pessoas com estomias intestinais possuem uma condição crônica que necessita aplicar o autocuidado ao longo da vida e, para alcançá-lo, é importante aprimorar a autoeficácia. Assim, programas de formação de pacientes, que visam fortalecer a autoeficácia através da aprendizagem entre iguais, são aplicados em diversos países desde a década de 1990. Tais programas promovem empoderamento, confiança nas decisões e incentivam mudanças de hábitos em pacientes com condições crônicas e, apesar do aumento dessas condições, como as estomias, o Brasil ainda não aderiu a essas estratégias. Um dos motivos para não incorporar a formação de pacientes nos serviços de saúde se dá pela hegemonia do modelo biomédico e resistência de alguns profissionais ao cuidado centrado no paciente. Nesse sentido, para ocorrer mudança de paradigma, é crucial a compreensão de teorias e modelos que respaldam programas de formação por parte de gestores e profissionais de saúde, sobretudo enfermeiros que assistem pacientes com estomia intestinal em serviços de atenção especializados. Considerações finais: Reflete-se que para formar pacientes expertos em estomia intestinal no Brasil, é essencial uma mudança de paradigma que exige uma compreensão teórica e filosófica, além do conhecimento dos diferentes programas de formação por parte de gestores e profissionais de saúde.